terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Diz que é uma espécie de amnésia...


Se a celeridade caracterizou o andamento do processo de licenciamento do Freeport, a morosidade marcou a postura de todos quanto, de uma ou outra forma, tiverem contacto ou conhecimento do sombrio enredo daquele processo e só agora se lembram de vir bradar às autoridades que à data desconfiaram de falhas, irregularidades, ilegalidades e tudo o mais que lhes assome à memória.
De zelosas ex-secretárias a atentos ex-secretários de Estado, passando por associações ambientalistas que se esquecem das queixas que fazem, a cada dia que passa haverá alguém que vem aditar mais alguma coisa ao processo, sendo que durante sete anos todos sofreram de uma oportuna amnésia. Se me permitem, aqui a amnésia confunde-se com cobardia e deu lugar a uma certa conivência. E o espectáculo ainda mal começou...

A "maldição do vencedor"

Como dizia um famoso dirigente socialista:
NOTA: o boletim não é o original, mas é muito parecido!!!!!!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009


Parece que isto, deu nisto.

Comédia muito inteligente

Big in Japan IV - "e que tal de sushi?!"

Acreditem ou não, eu vi!... No Japão há chocolates Kit Kat dos seguintes sabores (quase todos provados, mas nem todos ilustrados supra): Pudin Flan (saco grande e pequenos chocolates circundantes; gostei), Morango (canto inferior esquerdo; bom), Batata Doce (canto oposto; ainda a provar) e os ausentes Chá Verde (bonzinho), Soja (um nojo), Maçã (comprado, mas a provar), Cheesecake de Frutos do Bosque (bem bom) e de Morango (não adquirido) e - juro!!! - Feijão (estou a ganhar coragem, embora tenha provado uma sobremesa japonesa que usava feijão adocicado e que deixou as papilas gustativas a bater palmas!!!).

Fica por saber para quando um Kit Kat de Sushi... E que tal chocolates Regina de cozido ou de bacalhau?!...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Big in Japan III - "Razão a quem a tem"


Ainda o Metro de Tóquio.

Lê-se


"Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise. De acordo com os especialistas - e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível - Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.

O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica.

Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.

A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.

É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades."

Crónica de Ricardo Araújo Pereira, in Visão (Janeiro 2009)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Qualidade

Bom, mas a puxar para o chatinho...

Paremos de respirar!

O Ministro das Finanças diz que o Mundial de Futebol de 2018 (portanto, daqui a 9 anos...), a organizar por Espanha e Portugal, não é prioridade, dada a crise que vivemos...

O porta-voz da Conferência Episcopal, Padre Manuel Morujão, critica a moção de José Sócrates ao Congresso do PS, pois entende que os casamentos homossexuais não são prioritários, olhada a mesmíssima crise...

O que não está em crise é mesmo a demagogia. Em nenhum dos casos citados a crise importa: no primeiro, a despesa a realizar é daqui a uma década e, no segundo, a alteração ainda, que polémica, não é onerosa.

Um destes dias, será melhor pararmos de falar ou mesmo de respirar, com o intuito de não desviarmos as nossas atenções da crise. Com franqueza!...

Maybe we can!

Ao ler estas linhas, já tomou posse Barak Obama e já terão sido escritos e ditos milhões de palavras sobre raça, credo, esperança, economia, guerra, Iraque, Afeganistão, Médio Oriente e por aí fora…
Cá por mim mantenho baixas expectativas em relação a alguns aspectos fundamentais do debate, por muito que acredite em melhorias, já que, depois de George W. Bush, pior é quase de certeza impossível - o “quase” tem a ver com o desejo expresso pelo pai Bush de que o outro filho, Jeb Bush, possa vir, também ele, a ser presidente dos EUA, algo que seria justíssimo pelo “roubo” em que colaborou enquanto Governador da Florida (aquele que daria a vitória ao seu irmão sobre Al Gore).

Falo de baixas expectativas, desde logo, no domínio da política externa, já que o proselitismo está ínsito na mesma. Com excepção de Teddy Roosevelt e Nixon, os presidentes americanos encarnam o papel doutrinador que foi instituído por Woodrow Wilson. Assim, mudando de aliados em alguns casos e privilegiando mais o diálogo noutros, não vejo Obama com espaço de manobra ou sequer disposição para aderir ao multilateralismo puro e simples com que muitos sonham.

Depois, creio que os recursos naturais e a sustentabilidade do Planeta poderão registar evolução positiva, mas seria preciso um corte drástico na delapidação dos primeiros para que o segundo vector recuperasse de modo a evitar catástrofes como o degelo, a seca, a fome, as tempestades e outros fenómenos que, consoante a área geográfica, se vêm atribuindo às alterações climáticas e ao vampiresco padrão de consumo que se implantou a Ocidente e na Ásia. Ora, não creio que a própria indústria americana, mormente em tempo de crise, possa ou queira reconfigurar significativamente o seu modus faciendi, designadamente no sector automóvel. Acresce que sempre restariam, por exemplo, casos como o da China que, com a “desculpa” de que também tem direito a desenvolver-se, devora recursos fósseis e polui avassaladoramente.

Resta o plano económico, onde a mudança de paradigma pode, aqui sim, ditar melhorias, a começar pelo recuo na abordagem selvática que se fez do capitalismo e da economia de mercado. Ando, há algum tempo, a defender a ideia de que, a permanecermos cegos às desigualdades acabaríamos, involuntariamente, por dar razão a Marx, algo que me parece – a URSS demonstrou-o – errado, porque impossível de concretizar e contra-natura. Todavia, a crise actual mostra que nos excedemos, instrumentalizando as pessoas e entronizando o mero lucro.
O problema é, aliás, de tal modo global que tardam as soluções eficazes e crescem os sinais de desespero (aumento de desemprego, criminalidade, falências).

Face a isto, poderá até ser que Obama, apostando mais na função reguladora do Estado, venha a contrariar algumas tendências nefastas; contudo o cerne da questão subsiste: a expectativa depositada no 44º Presidente é tão elevada que a cobrança poderá ser quase imediata. Bem pode Obama tentar agora refrear os ânimos que espoletou durante a campanha, mas será sempre tarde demais. A situação é muito grave e o desespero não se apazigua com palavras.

É por tudo isto que olho o novo “líder do Mundo” com simpatia, mas com esperança refreada. Há que tentar e não há dúvida de que Obama parte com um capital de aprovação inaudito, de tal modo que a gaffe no juramento, que fez sorrir milhões e o próprio, teria valido os maiores enxovalhos se, por exemplo, se tratasse da tomada de posse de George W. Bush...

Big in Japan II - "o quê?!"

Os comboios de Tóquio são, indubitavelmente, curiosos... Olhando para o topo da imagem, fico sem saber se é ou não de um tipo se apear... De todo o modo, fica a saber que pagará 1.280 ienes.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Prioridades...

Depois de abrir telejornais e de ter um "Prós & Contras" exclusivamente dedicado à sua pessoa, o périplo de Cristiano Ronaldo pelos programas da RTP não estaria completo não fosse o menino d'oiro convidado de Judite de Sousa na edição de ontem da Grande Entrevista. Eu cá não tive oportunidade de ver o programa, mas a julgar pelo blá blá blá aqui do local de trabalho, o programa teria sido melhor se se tratasse de uma "entrevista-relâmpago". É que o Cristiano é bom à bola mas não deve muito à língua portuguesa e por aí fora, pelo que a entrevista foi demolhada em lugares-comuns.
Não esqueço que se trata de um miúdo que tendo tido uma infância pobre, lutou e saltou da Madeira para o Mundo, singrou no futebol e tornou-se no melhor de todos. Louvável, bem sei. Mas, caramba, tantos milhões em ferraris novinhos para a sucata, bentleys a reluzir, vivendas e férias de luxo... e não vai nada, nada, nada para enriquecer o seu discurso e a sua postura em público?! ...

...e Portugal tem destas!

Se o Japão tem destas coisas, Portugal - ou melhor, a Praça de Espanha - tem até dia 25 meia dúzia de vacas a passearem-se com a vaidade (e o alívio!) de quem veio dos Açores até Lisboa de uma outra forma que não fatiada e conservada em arca frigorífica.

A estratégia promocional da Associação de Turismo dos Açores inicia-se hoje e conta ainda com uma baleia a mergulhar lá para os lados do Saldanha, um campo de golfe nos Restauradores e um campo de hortenses a florescer em Entrecampos, tudo isto com a finalidade de trazer até à capital uma pequena amostra da oferta do arquipélago.

Claro que a Associação "Animal" já veio protestar pelo facto dos "animais estarem até domingo na rua, expostos ao frio e à chuva". Não pondo em causa o trabalho que estas associações de defesa do animal levam a cabo - o qual, ademais, louvo - parece-me ridículo que, desta feita, se preocupem com isto. Parece-me até que esta indignação só pode partir de quem passa a vida enfiado num gabinete, mal saiu de Lisboa e nunca viu uma vaca in loco! Ou então faltaram a umas aulas de Ciências da Natureza....

É certo que hoje Lisboa acordou mais fria que o normal, mas os animais no seu local de origem estão nas mesmíssimas condições - e se chove nos Açores! - sendo que o pêlo e a gordura que têm é-lhes suficiente...
Aos senhores da "Animal": Há alturas em que o silêncio é mesmo de ouro!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Palpites VI

Perguntámos aos leitores do "Lodo" por que razão entendiam que os estádios portugueses têm falta de público e 26 amigos colaboraram com a sua opinião. A caminho do Vitória de Setúbal vs Académica para a Taça da Liga - e a propósito da fraca adesão a esta competição - apetece pensar no assunto. Assim:
  • 42,3% (11 pessoas) atribuiram o facto ao preço dos bilhetes. Concordo! Para a bolsa dos portugueses 20 ou 30€ (preço que pode facilmente atingir-se e superar-se na recepção a um clube afamado) é muito dinheiro. O problema é que sem dinheiro não há boas equipas e sem elas não há bons espectáculos; sem estes, por fim, ninguém acede a desenbolsar gordas maquias, mesmo que as tenha.
  • 27% (7 pessoas) escolheram o mau futebol praticado como causa maior da rarefacção humana nos areópagos do pontapé-na-bola. Sim... Muito mal se joga por cá!... E, por vezes, um jogo menor do campeonato inglês basta para nos encher as medidas e nem é pela nomeada dos artistas; há muita prata da casa, por lá.
  • 3,8% (1 pessoa) crê que é a violência a afastar pessoas dos nossos estádios. Discordo. Com uma ou outra escaramuça estamos em ambiente relativamente seguro, em Portugal.

Alguns dados curiosos:

  • 19,3% (5 pessoas) entendem que há um misto de tudo isto que afasta as pessoas.
  • 0% ou seja ningém atrbui o facto à falta de conforto (o que é certo, dadas as condições de grande parte dos nossos estádios dos dois escalões maiores) ou às arbitragens (o que não deixa de ser curioso, já que entendo que, mesmo que sem intuitos subversivos, temos um nível medíocre na nossa arbitragem).
  • 7,6% (2 pessoas) entendem que a pergunta é falsa... A meu ver só se for por me ter esquecido de pôr à disposição a justificação das transmissões televisivas e dos horários estúpidos a que por vezes obrigam; de resto é notória a ausência de público.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sete títulos para o n.º 7


Bem sei que já chateia meia hora de telejornal a levar com mais uma conquista de Cristiano Ronaldo, seguido de um "Prós & Contras" inteiramente dedicado ao craque (quais seriam os contras?!) e depois de uma noite destas ainda ter que gramá-lo em todas as capas dos jornais logo pela manhã! Mas com 23 anos e tanto prémio já arrecadado é impossível ignorar o sucesso de Cristiano Ronaldo e menosprezar um jogador que num só ano arrecadou sete distintos prémios do mundo do Futebol, com a cereja no topo do bolo - FIFA World Player 2008.

Sete prémios para o nosso número sete merecem de facto reconhecimento dos portugueses, até porque tudo o que envolve o nosso craque mexe com aquele orgulhozinho de ser português e deixa de rastos aqueles que sustentam a ideia de que o português não é bom em coisa alguma..! O que chateia mesmo é que Ronaldo seja tão bom lá fora e quando chega a hora de vestir a nossa camisola, parece que o talento se eclipsa... A ver vamos se a sucessão de comemorações que o moço viveu em 2008 o moralizam para fazer por merecer mais uns tantos nos próximos tempos... e a ver vamos se num próximo Europeu ou Mundial justifica toda esta bajulação dos portugueses...!

A democracia e a heterossexualidade

Políticos sofríveis, cidadãos pouco cívicos e empresários gananciosos. Se me não engano e ressalvadas excepções positivas, será assim que a maioria dos ocidentais adjectivará o tríptico social enunciado.

O que me apoquenta é que, na mesma medida em que temos sociedades com massa crítica exígua quando toca a pensar a vida pública e em que nos castramos civilizacionalmente (com honrosas exclusões como as dos EUA, Reino Unido e Israel), vivemos no mais estupidificante relativismo ético (ou seja, todas as opiniões valem o mesmo, esbatendo-se a diferença entre o certo e o errado), excepto quando toca a mostrar intolerância para com aqueles que ousam defender uma moral prática ou um código de conduta; aí sim, dizem os anarcas e extremistas de esquerda que está errado ter um rumo.

Falo a propósito da Igreja Católica e dos ataques que tem sofrido, mas sublinho que nem é preciso que concordemos com a sua doutrina; basta que admitamos que a ela tem direito e que se trata de uma proposta de vida de adesão voluntária, ao invés do que podem dizer muitos cidadãos de países com governação islâmica (mais uma vez, há casos de sentido contrário, felizmente) e/ou ditatorial.

A mais recente reunião da Cúria Romana fez o balanço de 2008 e, sem surpresa, reafirmou a ideia de que o projecto divino ínsito na lei natural deve guiar os seres humanos, entre outras coisas, para a família e para a heterossexualidade.

Por oposição existe a teoria do género, que (em versão simplificada) entende que tudo resulta de uma interpretação cultural que se faz da “infra-estrutura” natural com que nascemos.

Pessoalmente, estou-me nas tintas quanto à opção sexual de cada um, conquanto me não macem directamente com orientações que não perfilho (para que conste sou convicta e incorrigivelmente heterossexual); isto é, cada um deve ser feliz à sua maneira, mormente quando não prejudica o próximo… Nesse sentido, não sigo a ideia da Igreja Católica de que há na homossexualidade um crime de lesa Criador.

Todavia, o que não devem tentar impingir-me é a ideia de que a diferença que vejo na homossexualidade não é isso mesmo: um caminho alternativo ao que é a inclinação maioritária e historicamente comum do ser humano.

Não viso com esta conclusão gerar qualquer clima de intolerância, mas tão somente sublinhar três ideias: em primeiro lugar, a Igreja Católica tem direito a estruturar uma ética, sendo de lamentar que não existam mais alternativas consistentes.

Em segundo lugar, fica por perceber como existiriam os defensores de outra “normalidade”, se a heterossexualidade passasse a interpretação ocasional do nosso destino.

Por último, lamento que os que, por sistema, atacam pilares óbvios da ocidentalidade não percebam que estão a minar o modus vivendi que lhes autoriza essa divergência.

sábado, 10 de janeiro de 2009

As marcas da Crise

Enceto a minha intervenção lodosa (salvo-seja) neste ano de 2009 repescando uma teoria económica que se propagou nos finais de 2008 e cuja divulgação ainda não teve (o merecido) lugar aqui no Lodo.
De uma assentada, a teoria é esta: perante a crise, aumenta exponencialmente a venda de baton. Sim, leram bem, baton. Um produto feminino a dizer-nos a quantas anda essa malfadada Crise.

A credibilidade deste disparatado indicador económico parecer-nos-ia facilmente desmontável se não partisse de senhores economistas e se não tivesse sido corroborada por uma edição do New York Times de Dezembro passado. E quem somos nós para pôr em causa que quando a Crise bate à porta, às senhoras assoma-se-lhe uma vontade de pintar os lábios?!

Certo é que a partir de agora, mais do que ler o caderno de Economia, toca a observar a afluência às lojas de cosmética. Espreitar a bolsa de maquilhagem da vizinha do lado também pode ser um bom começo para saber se a sua (e a de todos) vidinha financeira vai passar pelas ruas da amargura. Melhor, melhor é ver se a mãe, a amiga, a tia, a vizinha ou a colega de trabalho andam a abusar das pinturas de guerra no rosto. Ele há estudos e teorias que são do mais proveitoso que há, não é verdade...?...

PS.1 - Tenho-vos a dizer que nos meus 24 anos de vida nunca comprei um baton. Na minha carteira só encontram baton cieiro de supermercado, razão pela qual escusam de me vir pedir explicações pelas perturbações económicas que eventualmente estão a sofrer! ;)

PS.2 - Ah, e se encontrarem marcas de baton nas camisas do vosso companheiro não é sinal de Crise...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Dificil, mas de boa vontade...

Directamente de Toquio e sem perceber este computador, desejos de feliz ano de D & G - nao, nao o Dolce, mas a Dulce e nao o Gabanna, mas o Goncalo!!!

P.S. Isto levou meia hora!!!


曽大コエっ時毛家毛家k絵尾

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ainda há Natal no Lodo e no Cais


Como é nosso vício em Dezembro, vimos desejar a todos os clientes, fornecedores e amigos (adoro este estilo de estabelecimento comercial retro) um Natal muito feliz e boas entradas (salvo-seja) em 2009!



A Administração da "Lodo, S.A.D."

domingo, 21 de dezembro de 2008

Lost Highway

Roubo o título ao último disco dos Bon Jovi para relembrar o final de dia 20 (ontem), na A8... Ía a caminho do Estádio de Alvalade, olhei as bonitas cores crepusculares e pensei que podia ser uma data para relembrar. O "0 a 0" que a Briosa conseguiu arrancar ao Sporting assim o confirmou...

sábado, 20 de dezembro de 2008

E um murro nos cornos, não?!

Robert Mugabe acaba de afirmar: "o Zimbabué é meu"!

Já não tenho palavras para transmitir o nojo que este ditador me causa.

Isso e a epidemia de cólera que já matou mais de 1000 pessoas...

Isso e as notas de cem mil milhões de dólares locais (cerca de 14€ !!!) que foram emitidas uma semana depois de outras que valiam apenas quinhentos milhões...

Tanta gente que morre e que faz falta, diria o meu amigo Vasques...

Natal das Clínicas

Se já conhecia o "Natal dos Hospitais" desde miúdo, só ao sexto ano de vida me deparei (mérito da minha crónica companhia) com "As Nossas Canções de Natal" do Clinic, em Alcobaça (de onde estou acabadinho de chegar).

A ideia é simples: cada grupo toca três músicas originais e uma versão de uma música (cover, como se diz na América e na Cela Nova, em Alcobaça...) à escolha.

Este ano, os cuidados de saúde desta clínica nocturna estiveram a cargo de cinco especialistas;
  • Bunnyranch: revelaram-se grandes figuras (ou não fosse rapaziada de Coimbra...), com música bem ritmada e com um toque agradével de retro.
  • Norton: cumpriram, não desagradam. A pedir nova audição.
  • The Room 74 surpreendem pela secção de metais, que empresta um toque muito original à boa música que fazem.
  • Loto: gente com experiência que peca pela algo espalhafatosa presença do vocalista, que devia dedicar-se mais à cantoria do que à encenação dos telediscos (videoclip segundo a doutrina da Cela) que viu na meninice.
  • The Gift: outra galáxia. Bom som, boa voz e o título de propriedade do estabelecimento deram-lhes o domínio da noite.

Gostei mesmo!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Não há bela sem 'senão'


Com frequência assisto ao arreliar do nosso M.I. Administrador quando constata que, de sondagem para sondagem, sobem as intenções de voto dos portugueses no PCP e no BE.

Pois bem, hoje cabe-me a penosa tarefa de alertar para mais um sinal de declínio da direita portuguesa: o PCP regressou à posição de terceira força política na Assembleia da República.

O acontecimento deve-se ao facto do deputado José Paulo de Carvalho, eleito pelo CDS-PP, ter procedido à sua desfiliação do partido centrista. Esta saída decorre de divergências quanto à recondução de Paulo Portas na direcção do CDS-PP, desfiliação que se soma à de Mota Campos, João Anacoreta Correia e outros nomes sonantes do partido, sendo que a debandada já perfez praticamente uma centena de militantes...

Conclusão: Paulo Portas acaba de reconquistar com uma maioria invejável o seu lugar ao sol à frente dos centristas, mas - e escrevo-o à boleia de uma espécie de teoria da causalidade adequada - desperdiçou o bronze do pódio na AR e algumas das 'vantagens' que o 3º lugar tem. Para já, viu-se obrigado a deixar a vice-presidência da comissão de inquérito ao caso BPN... e vê o pequeno CDS tornar-se mais diminuto a cada dia que passa... Caso para dizer que "não há bela sem senão.."

E por que não um choíço caseiro ou um quijo de cabra?

Cada um vai para onde quiser...

Fraca lição de moral e ecologia

Guerra ao Consumismo (em época natalícia!)



Para quem ainda está longe de terminar a lista de compras natalícias, fica aqui uma sugestão sui generis, que muito tem dado que falar(até chegou ao Telejornal!): uma tshirt com alarme, daqueles que por tudo e por nada ecoam pelos centros comerciais e tantas vezes nos fazem corar de vergonha quando o episódio sucede connosco..!

O própósito desta ideia é demover-nos de entrar em lojas, numa guerra aberta ao consumo compulsivo e ajudando ao equilíbrio do nosso orçamento...!

O que eu acho é que se a tshirt fosse feminina seria muito mais adequada... e muito mais comprada!! Eu, por exemplo, não estou a ver nenhum homem a quem esta tshirt faça falta. Já quanto a mulheres...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Lisboa, ele há meninas e moças

É de louvar a capacidade de adaptação e reinvenção que Santana demonstrou ao longo dos últimos cinco anos.

Se os ciclos políticos se deveriam construir com base em legislaturas e mandatos autárquicos, desde 2003 que este dirigente laranja vem a provar as vicissitudes que marcam o trajecto político de um homem. Fazendo as contas, vemos um candidato a Lisboa, líder do PSD, primeiro-ministro, candidato a primeiro-ministro, político em período de reflexão, 'escritor', parlamentar, líder da bancada parlamentar, candidato às directas do PSD contra a Dra. Ferreira Leite e Pedro Passos e, novamente, candidato a Lisboa.

E pasmem-se os demais, bem capaz de vencer as eleições na capital.
Basta para tal a conjugação de alguns factores:

A fragmentação de votos à esquerda, com a candidatura de Helena Roseta sem apoio partidário do PS e a lógica esquerdista presente na vaga de Manuel Alegre;

A campanha certa, a do menino guerreiro que volta a 'casa' para concluir o sonho de Lisboa, com a preciosa ajuda da Figueira da Foz - novamente.

Uma coligação à direita, que não dispersa os votos do centro laranja - os eleitores do centro PPD lisboeta não são tão sensíveis ao CDS PP como se de legislativas se tratassem.

E a mais importante, que a bem dizer já está conquistada - as juntas de freguesia que são laranja. Poderá parecer acessório para quem faz belíssimas análises, mas em cada bairro lisboeta a junta é fundamental no enraizar de relações e dependências, e se estes núcleos tão importantes (tão mais importantes que qualquer outdoor) no contacto com o eleitorado fizerem a candidatura do Dr. Santana, as probabilidades de Lisboa voltar a ser laranja são... boas.

Pergunta do dia


Depois de o jornalista iraquiano ter alvejado Bush com um par de sapatos, será que vamos passar a ter que viajar para os EUA descalços?
É que já me chateia ter que tirar o cinto no aeroporto e viajar sem desodorizante... Ponderarei uma nova restrição, se alcatifarem Nova Iorque!...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sugestões de Natal: momentos de génio

Venham mais mouras e celtas,

Vândalos, poetas,

Marquises de alumínio,

Romenas ciganas, mas mais indianas,

Favelas,

Cancelas abertas sem condomínio

in "Morremos a rir" (faixa 2)


Sabida que é a minha adoração pelos GNR e por Rui Reininho, creio que não espanta que recomende "Companhia das Índias" (primeiro disco a solo do Rei Ninho) como presente de Natal.

As razões são mais que muitas: o surrealismo de "Dr. Optimista", a crítica mordaz de "Morremos a rir", a recuperação reinventada de "Bem Bom" (Doce - quem mais se atreveria a cantar esta música e a juntar-lhe o som de um cravo?) e de "Faz parte do meu show" (Cazuza), a sofisticação de "O Estranho Caso do Amante Preguiçoso" e a batida acelerada de "Turbina & moça", são as mais fortes, a meu ver.

E como se um dos mais brilhantes poetas contemporâneos (assumo integralmente o que digo) não bastasse, juntaram-se-lhe Rodrigo Leão, Slimmy, Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e Armando Teixeira.

A experimentar e a oferecer, digo eu.

Se, de quando em vez, gosta de "estacionar" o intelecto e ver acção, é uma boa escolha

sábado, 13 de dezembro de 2008

E se as origens da família fossem do Sul?!

Os gazeteiros

Na sequência do oportuno alerta do João Morgado, não resisto voltar à vergonhosa gazeta parlamentar, apesar de poder ser passível de ouvir graçolas sobre o facto de ser parte interessada (para além de ter sido deputado na anterior, tomei posse na legislatura em curso), não posso deixar como cidadão de manifestar o meu mais sentido choque pelo facto de a falta de cerca de três dezenas de deputados do PSD ter inviabilizado uma clara vitória política da oposição.

O facto é lamentável e não é novo. O problema é que a própria conferência de líderes da AR já agenda, regra geral, temas menores para os dias que antecedem os fins de semana ou as férias (este caso era excepcional, sendo uma quinta-feira que precedia um fim de semana prolongado). A "balda" não é nova e, de 2002 a 2005, era dramático o esforço do Dr. Luís Marques Guedes (então membro da direcção do grupo parlamentar e actual Secretário-Geral do PSD) e do secretariado para levar os senhores deputados a votar e, pior, para os manter no plenário. E se em alguns casos os deputados estão a fazer trabalho político relevante (nas comissões raramente estarão, pois as mesmas não coincidem com o plenário, salvo excepções), a maioria das vezes estão é mesmo "noutra" (quando a ética adormece, é também para isso que serve a alínea de justificação de faltas que se dá pelo nome de "trabalho político", embora nada se possa provar neste ou noutros casos)

No entanto, não nos iludamos: quando chegar a altura de fazer listas, como estiveram nos gabinetes a traçar a estratégia apropriada (vulgo, cacicar)muitos lá estarão (como de há muitos anos a esta parte), ainda que, num ou noutro caso, não selhes conheça uma ideia ou a participação em algo que tenha mudado para melhor a vida dos portugueses.

Somos um povo que “vai lá” muito na base da autoridade superiormente imposta, pelo que resta saber se Manuela Ferreira Leite terá a mesma coragem disciplinadora que se não vê na elaboração de listas do PSD desde os tempos de Cavaco Silva. Se o pacto com o (por ela) nunca prezado Santana Lopes se entende (não havia com nome que quisesse arder na fogueira de Lisboa, aproveitando ainda para retirar força real às reivindicações de um novo congresso), mal se entenderá se a líder laranja contemporizar com a miséria que toda a gente diz que tem sido a actuação genérica do actual plantel parlamentar (claro que todos os que o disseram o negarão agora).

Nota final para sublinhar que mal andou Paulo Rangel (líder parlamentar) ao justificar o regabofe que inviabilizou a primeira derrota real de Sócrates no Parlamento. Maria de Lurdes Rodrigues não teria como não se demitir se os nossos 28 ou 30 representantes tivessem feito a fineza de cumprirem o seu dever e justificarem o seu salário (que, ao que sei, nunca "falta"), atrasando a ida para fim de semana prolongado (exceptuo os que tinhem justificação real). É certo que não tem responsabilidade pessoal (como disse no fim da reunião do grupo parlamentar convocada para se desculparem uns aos outros), não é menos verdade que provou alguma falta de autoridade, quando não censurou a imensa gazeta, no momento da sua verificação.

Da faixa preta para a bata branca

De facilitismo na escolas portuguesas já muito falei aqui, aqui e aqui. Sucede que quanto a novas facilidades/oportunidades foi-me recentemente dada a conhecer a notícia da imagem (clicar para aumentar), um preocupante e paradigmático exemplo de como um sistema facilitista pode conduzir um moço que não sabe muito bem o que quer fazer da vida - além de dar uns socos - a um lugar ao sol no curso de Medicina.

É certo que o rapaz se dedica de corpo e alma ao desporto e representou o país nos JO de Pequim. E é certo que entrou no curso ao abrigo de uma quota estipulada por Lei ( Dec-Lei n.º 125/95 de 31 de Maio).

Não se trata tão só de um sentimento de inveja por ter logrado acesso à licenciatura mais cobiçada deste país e por tanto estudante cujo 19 vírgula qualquer coisa só dá para rumar até à vizinha Espanha ou à República Checa... ver um tipo que frequentou as Novas Oportunidades concluir o Secundário em pouco mais de nada e num ápice estar a cursar Medicina. Trata-se de um aluno de Medicina que pode perceber muito de técnicas desportivas mas, ao que consta, não frequentou nem Biologia, nem Química nem Matemática.

Igualmente grave é a 'vocação' do rapaz. De artes marciais a psicólogo, passando por gestão. Tudo a ver. Pelo meio ainda lhe deve ter ocorrido a carreira de engenheiro civil, que o músculo dá bem jeito no mundo das obras e já está habituado ao capacete (a ascensão de azul para o branco seria canja!).

Resta-nos crer que o rapaz se vai aplicar tanto na medidicna quanto no taekwondo. E resta-nos esperar que não se lembre o Governo de aplicar as novas oportunidades ao ensino superior.... Porque se assim for, o que esperamos mesmo é que nunca tenhamos que ir parar às mãos deste Sr. Doutor...!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

É mandá-los HÁ m...

Para seguir o léxico do artesão que expunha na Marinha Grande, diria que "à dias em que fazemos asneiras há grande"...

domingo, 7 de dezembro de 2008

O Dono do Estádio

Para enquadramento do leitor, clique aqui...

Faltas Injustificadas

Como é do conhecimento geral na passada sexta-feira 30 deputados do PSD faltaram à sessão plenária, na qual poderia ter sido aprovado um diploma, que levaria à suspensão do actual modelo de avaliação de professores (modelo ao qual o partido se opõe oficialmente).

Face a uma situação como estas devemos questionar se os nossos representantes estão cientes da responsabilidade que têm no exercício das funções para que foram eleitos e até que ponto é que estes são escolhidos de acordo com padrões de mérito e qualidade e não através de tráfico de influências, cunhas ou cacique. Devo salientar que esta situação não é um caso isolado, são muitas as sessões onde não comparecem um grande número de deputados – não só do PSD mas de todos os partidos.

É plausível que alguns deles tenham justificações credíveis para as suas faltas (consta que 5 dos deputados estavam em missão parlamentar), o que me parece menos lógico é que 30 deputados tivessem algo de mais importante para fazer exactamente no mesmo dia, com a agravante de ser uma sessão para a qual tinham sido expressamente convocados, dada a sua importância.

A atitude que estes deputados tiveram, prejudica fortemente a credibilidade do partido que deveria dar o exemplo na oposição ao governo. Esperemos que estas atitudes tenham consequências e que nas listas de deputados às eleições de 2009 se privilegiem aqueles que possuam efectivas qualidades para desempenhar a actividade parlamentar, encarando-a com a seriedade que esta merece.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O mesmo dentista?...

4 de Dezembro


É inevitável recordá-lo, ano após ano, numa data que marcou indelevelmente ao país.
E é inevitável concluir que a escassez de homens de valor, de líderes carismáticos e de políticos com a coragem e a ética com que Francisco Sá Carneiro pautou o seu percurso, muita falta fazem ao partido e à nação.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Palpites V

A acreditar nos nossos ciber-sondados, a ideia de demitir Maria de Lurdes é tudo menos consensual; à pergunta "José Sócrates devia demitir a Ministra da Educação?", as respostas foram:
Sim - 60% (20 votos)
Não - 40% (13 votos)

Se as respostas foram sinceras, há quem admire a teimosia reformadora da Ministra. Pergunto-ma apenas sobre quanto mais tempo conseguirá o Primeiro-Ministro pagar o preço da sua má gestão da comunicação...

Modernidade insurrecta

Partindo daquela ideia de que da destruição e do caos que advém da guerra se gera criação, os vanguardistas formaram um movimento em que os sentimentos fortes e sombrios predominam da literatura à pintura.

É neste último género que se centra a exposição que, até dia 11 de Janeiro, pode ver no Museu Thyssen, em Madrid.

Por lá encontrará pinturas de Franz Marc, Paul Klee, Heinrich Maria Davringhausen, Kandinsky e do nosso Amadeo de Souza Cardoso, entre outros. Muito interessante!

Prado viçoso

Até 6 de Janeiro, pode ver no Museu do Prado, em Madrid, uma deliciosa (não falo por causa da imagem supra, juro) exposição de quadros de Rembrandt e de alguns de pintores onde bebeu inspiração (como é o caso de Rubens).

Veja em telas como se contavam histórias (com predominância de tema sbíblicos) de forma superior. Imperdível! São só 5 a 6 horas de carro...

Propostas interessantes. A ver também na próxima edição.

Embora não haja como o primeiro, é hilariante

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A Caixa

Vejo-me no aeroporto de Stansted, em Londres, passageira do vôo da Ryanair para o Porto - sim, que a crise chega a todos e não estamos em momento de sustentar a TAP, que também não nos sustenta a nós!
Toda a gente vôa na Ryanair... Da tia da Foz, à Ti Maria de uma aldeia qualquer das beiras. O que nos proporciona momentos fantásticos!
E achara eu que já tinha visto tudo quanto havia de insólito, e que o meu irmão era a pessoa mais criativa que eu conhecera...

ENGANEI-ME!!!

E admito!

Depois das correrias para a fila do controlo dos passaportes, de sujeitar a mala ao raio X - e de ficar parada por causa de um perfume que tem medidas regulamentares, mas que não foi retirado da mala antes de esta ser vista na TV (e dos bons, por acaso... daqueles que se me ficassem com ele, quase chorava!) - e de mais de 40 pessoas, que eu não conheço de lado nenhum ficarem a "conhecer" a minha roupa - interior e exterior...
Passei aos chocolates, com uma italiana a dar-me encontrões e quase levou com o meu trolley nas canelas - sim, ainda há mulheres que se intimidam com a minha presença... LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL. E, finalmente, a fila de embarque.

Quem voa na Ryanair, pode "comprar" uma entrada prioritária no avião. E o que parece um disparate, é um luxo útil, uma vez que os lugares não são marcados e aquilo é a corrida ao melhor lugar: SÃO TODOS IGUAIS!!!! Excepção feita às saídas de emergência - e são só 6 lugares, os das asas!
Mas houve quem pagasse para entrar primeiro no avião e ficasse mais 20 minutos sentado à espera dos outros! E um grande bem haja a quem o fez, e ficou ao meu lado na fila paralela à minha... VOCÊS FIZERAM O MEU DIA!!!

Um grupo de casais provinciano comentava a imbecilidade dos seguranças que passaram revista às malas, após as terem visionado no ecran do Raio X.

Imaginem, os imbecis (dos guardas)...

O membro masculino do casal revistado explicava ao outro: "estes gajos são mesmo burros!!! Imaginem que abriram esta caixa e cheiraram isto: uma écharpe verde!!! - Daquelas de veludo verde brilhante que parece uma lagartixa gigante com pompons!!! São mesmo estúpidos, a cheirarem e a olharem para o cachecol!

E seriam uns imbecis, os guardas, não fosse a dita écharpe estar guardada dentro de uma caixa de gelado de limão da marca continente, lavada (suponho... e sem o gelado lá dentro - tenho a certeza) e com o lindo lenço lá dentro...

É TOTALMENTE NORMAL ALGUÉM IR DE FÉRIAS E GUARDAR UMA ÉCHARPE VERDE DENTRO DE UMA CAIXA DE GELADO DE LIMÃO DO CONTINENTE VAZIA, ALOCANDO-A NO TROLLEY!!!

Ao meu irmão: és genial, mas estes tipos são melhores do que tu!




P.S. - Peço desculpa da foto ser de uma caixa de gelado de baunilha, mas já não há gelado de limão à venda - pelo menos no continente online - o que me leva a crer que a caixa já é antiga!!!! Não?!?!?