quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Dificil, mas de boa vontade...

Directamente de Toquio e sem perceber este computador, desejos de feliz ano de D & G - nao, nao o Dolce, mas a Dulce e nao o Gabanna, mas o Goncalo!!!

P.S. Isto levou meia hora!!!


曽大コエっ時毛家毛家k絵尾

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ainda há Natal no Lodo e no Cais


Como é nosso vício em Dezembro, vimos desejar a todos os clientes, fornecedores e amigos (adoro este estilo de estabelecimento comercial retro) um Natal muito feliz e boas entradas (salvo-seja) em 2009!



A Administração da "Lodo, S.A.D."

domingo, 21 de dezembro de 2008

Lost Highway

Roubo o título ao último disco dos Bon Jovi para relembrar o final de dia 20 (ontem), na A8... Ía a caminho do Estádio de Alvalade, olhei as bonitas cores crepusculares e pensei que podia ser uma data para relembrar. O "0 a 0" que a Briosa conseguiu arrancar ao Sporting assim o confirmou...

sábado, 20 de dezembro de 2008

E um murro nos cornos, não?!

Robert Mugabe acaba de afirmar: "o Zimbabué é meu"!

Já não tenho palavras para transmitir o nojo que este ditador me causa.

Isso e a epidemia de cólera que já matou mais de 1000 pessoas...

Isso e as notas de cem mil milhões de dólares locais (cerca de 14€ !!!) que foram emitidas uma semana depois de outras que valiam apenas quinhentos milhões...

Tanta gente que morre e que faz falta, diria o meu amigo Vasques...

Natal das Clínicas

Se já conhecia o "Natal dos Hospitais" desde miúdo, só ao sexto ano de vida me deparei (mérito da minha crónica companhia) com "As Nossas Canções de Natal" do Clinic, em Alcobaça (de onde estou acabadinho de chegar).

A ideia é simples: cada grupo toca três músicas originais e uma versão de uma música (cover, como se diz na América e na Cela Nova, em Alcobaça...) à escolha.

Este ano, os cuidados de saúde desta clínica nocturna estiveram a cargo de cinco especialistas;
  • Bunnyranch: revelaram-se grandes figuras (ou não fosse rapaziada de Coimbra...), com música bem ritmada e com um toque agradével de retro.
  • Norton: cumpriram, não desagradam. A pedir nova audição.
  • The Room 74 surpreendem pela secção de metais, que empresta um toque muito original à boa música que fazem.
  • Loto: gente com experiência que peca pela algo espalhafatosa presença do vocalista, que devia dedicar-se mais à cantoria do que à encenação dos telediscos (videoclip segundo a doutrina da Cela) que viu na meninice.
  • The Gift: outra galáxia. Bom som, boa voz e o título de propriedade do estabelecimento deram-lhes o domínio da noite.

Gostei mesmo!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Não há bela sem 'senão'


Com frequência assisto ao arreliar do nosso M.I. Administrador quando constata que, de sondagem para sondagem, sobem as intenções de voto dos portugueses no PCP e no BE.

Pois bem, hoje cabe-me a penosa tarefa de alertar para mais um sinal de declínio da direita portuguesa: o PCP regressou à posição de terceira força política na Assembleia da República.

O acontecimento deve-se ao facto do deputado José Paulo de Carvalho, eleito pelo CDS-PP, ter procedido à sua desfiliação do partido centrista. Esta saída decorre de divergências quanto à recondução de Paulo Portas na direcção do CDS-PP, desfiliação que se soma à de Mota Campos, João Anacoreta Correia e outros nomes sonantes do partido, sendo que a debandada já perfez praticamente uma centena de militantes...

Conclusão: Paulo Portas acaba de reconquistar com uma maioria invejável o seu lugar ao sol à frente dos centristas, mas - e escrevo-o à boleia de uma espécie de teoria da causalidade adequada - desperdiçou o bronze do pódio na AR e algumas das 'vantagens' que o 3º lugar tem. Para já, viu-se obrigado a deixar a vice-presidência da comissão de inquérito ao caso BPN... e vê o pequeno CDS tornar-se mais diminuto a cada dia que passa... Caso para dizer que "não há bela sem senão.."

E por que não um choíço caseiro ou um quijo de cabra?

Cada um vai para onde quiser...

Fraca lição de moral e ecologia

Guerra ao Consumismo (em época natalícia!)



Para quem ainda está longe de terminar a lista de compras natalícias, fica aqui uma sugestão sui generis, que muito tem dado que falar(até chegou ao Telejornal!): uma tshirt com alarme, daqueles que por tudo e por nada ecoam pelos centros comerciais e tantas vezes nos fazem corar de vergonha quando o episódio sucede connosco..!

O própósito desta ideia é demover-nos de entrar em lojas, numa guerra aberta ao consumo compulsivo e ajudando ao equilíbrio do nosso orçamento...!

O que eu acho é que se a tshirt fosse feminina seria muito mais adequada... e muito mais comprada!! Eu, por exemplo, não estou a ver nenhum homem a quem esta tshirt faça falta. Já quanto a mulheres...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Lisboa, ele há meninas e moças

É de louvar a capacidade de adaptação e reinvenção que Santana demonstrou ao longo dos últimos cinco anos.

Se os ciclos políticos se deveriam construir com base em legislaturas e mandatos autárquicos, desde 2003 que este dirigente laranja vem a provar as vicissitudes que marcam o trajecto político de um homem. Fazendo as contas, vemos um candidato a Lisboa, líder do PSD, primeiro-ministro, candidato a primeiro-ministro, político em período de reflexão, 'escritor', parlamentar, líder da bancada parlamentar, candidato às directas do PSD contra a Dra. Ferreira Leite e Pedro Passos e, novamente, candidato a Lisboa.

E pasmem-se os demais, bem capaz de vencer as eleições na capital.
Basta para tal a conjugação de alguns factores:

A fragmentação de votos à esquerda, com a candidatura de Helena Roseta sem apoio partidário do PS e a lógica esquerdista presente na vaga de Manuel Alegre;

A campanha certa, a do menino guerreiro que volta a 'casa' para concluir o sonho de Lisboa, com a preciosa ajuda da Figueira da Foz - novamente.

Uma coligação à direita, que não dispersa os votos do centro laranja - os eleitores do centro PPD lisboeta não são tão sensíveis ao CDS PP como se de legislativas se tratassem.

E a mais importante, que a bem dizer já está conquistada - as juntas de freguesia que são laranja. Poderá parecer acessório para quem faz belíssimas análises, mas em cada bairro lisboeta a junta é fundamental no enraizar de relações e dependências, e se estes núcleos tão importantes (tão mais importantes que qualquer outdoor) no contacto com o eleitorado fizerem a candidatura do Dr. Santana, as probabilidades de Lisboa voltar a ser laranja são... boas.

Pergunta do dia


Depois de o jornalista iraquiano ter alvejado Bush com um par de sapatos, será que vamos passar a ter que viajar para os EUA descalços?
É que já me chateia ter que tirar o cinto no aeroporto e viajar sem desodorizante... Ponderarei uma nova restrição, se alcatifarem Nova Iorque!...

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sugestões de Natal: momentos de génio

Venham mais mouras e celtas,

Vândalos, poetas,

Marquises de alumínio,

Romenas ciganas, mas mais indianas,

Favelas,

Cancelas abertas sem condomínio

in "Morremos a rir" (faixa 2)


Sabida que é a minha adoração pelos GNR e por Rui Reininho, creio que não espanta que recomende "Companhia das Índias" (primeiro disco a solo do Rei Ninho) como presente de Natal.

As razões são mais que muitas: o surrealismo de "Dr. Optimista", a crítica mordaz de "Morremos a rir", a recuperação reinventada de "Bem Bom" (Doce - quem mais se atreveria a cantar esta música e a juntar-lhe o som de um cravo?) e de "Faz parte do meu show" (Cazuza), a sofisticação de "O Estranho Caso do Amante Preguiçoso" e a batida acelerada de "Turbina & moça", são as mais fortes, a meu ver.

E como se um dos mais brilhantes poetas contemporâneos (assumo integralmente o que digo) não bastasse, juntaram-se-lhe Rodrigo Leão, Slimmy, Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) e Armando Teixeira.

A experimentar e a oferecer, digo eu.

Se, de quando em vez, gosta de "estacionar" o intelecto e ver acção, é uma boa escolha

sábado, 13 de dezembro de 2008

E se as origens da família fossem do Sul?!

Os gazeteiros

Na sequência do oportuno alerta do João Morgado, não resisto voltar à vergonhosa gazeta parlamentar, apesar de poder ser passível de ouvir graçolas sobre o facto de ser parte interessada (para além de ter sido deputado na anterior, tomei posse na legislatura em curso), não posso deixar como cidadão de manifestar o meu mais sentido choque pelo facto de a falta de cerca de três dezenas de deputados do PSD ter inviabilizado uma clara vitória política da oposição.

O facto é lamentável e não é novo. O problema é que a própria conferência de líderes da AR já agenda, regra geral, temas menores para os dias que antecedem os fins de semana ou as férias (este caso era excepcional, sendo uma quinta-feira que precedia um fim de semana prolongado). A "balda" não é nova e, de 2002 a 2005, era dramático o esforço do Dr. Luís Marques Guedes (então membro da direcção do grupo parlamentar e actual Secretário-Geral do PSD) e do secretariado para levar os senhores deputados a votar e, pior, para os manter no plenário. E se em alguns casos os deputados estão a fazer trabalho político relevante (nas comissões raramente estarão, pois as mesmas não coincidem com o plenário, salvo excepções), a maioria das vezes estão é mesmo "noutra" (quando a ética adormece, é também para isso que serve a alínea de justificação de faltas que se dá pelo nome de "trabalho político", embora nada se possa provar neste ou noutros casos)

No entanto, não nos iludamos: quando chegar a altura de fazer listas, como estiveram nos gabinetes a traçar a estratégia apropriada (vulgo, cacicar)muitos lá estarão (como de há muitos anos a esta parte), ainda que, num ou noutro caso, não selhes conheça uma ideia ou a participação em algo que tenha mudado para melhor a vida dos portugueses.

Somos um povo que “vai lá” muito na base da autoridade superiormente imposta, pelo que resta saber se Manuela Ferreira Leite terá a mesma coragem disciplinadora que se não vê na elaboração de listas do PSD desde os tempos de Cavaco Silva. Se o pacto com o (por ela) nunca prezado Santana Lopes se entende (não havia com nome que quisesse arder na fogueira de Lisboa, aproveitando ainda para retirar força real às reivindicações de um novo congresso), mal se entenderá se a líder laranja contemporizar com a miséria que toda a gente diz que tem sido a actuação genérica do actual plantel parlamentar (claro que todos os que o disseram o negarão agora).

Nota final para sublinhar que mal andou Paulo Rangel (líder parlamentar) ao justificar o regabofe que inviabilizou a primeira derrota real de Sócrates no Parlamento. Maria de Lurdes Rodrigues não teria como não se demitir se os nossos 28 ou 30 representantes tivessem feito a fineza de cumprirem o seu dever e justificarem o seu salário (que, ao que sei, nunca "falta"), atrasando a ida para fim de semana prolongado (exceptuo os que tinhem justificação real). É certo que não tem responsabilidade pessoal (como disse no fim da reunião do grupo parlamentar convocada para se desculparem uns aos outros), não é menos verdade que provou alguma falta de autoridade, quando não censurou a imensa gazeta, no momento da sua verificação.