quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Suspender a parvoíce por 6 anos

Já aqui escrevi sobre o que eu, no lugar da Dra. Manuela Ferreira Leite, não teria dito.

Surge agora outra declaração da líder do meu PSD que, no mínimo, é polémica. Leio no site da RTP que a Dra. Manuela terá dito que “Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se. E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia. Mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”...


Vamos por partes, pois o caso tem pontas soltas:

  1. As afirmações foram proferidas numa ocasião (um almoço organizado da Câmara de Comércio Luso-Americana) em que a Premier laranja atacava a governação de José Sócrates, sublinhando que não podem fazer-se reformas que contendam com interesses de determinados grupos profissionais, virando a opinião pública contra os mesmos, no intuito de os fragilizar. No caso, acho que falava do sistema judicial.

  2. Era uma ironia dirigida ao modus operandi socialista tão fácil de entender que, vendo o video, se escutam com facilidade os risos da assistência.

  3. Alberto Martins (líder parlamentar do PS) sabe-o e foi oportunista; Luís Filipe Meneses queixou-se deste tipo de ataques e, agora, usa-os.

  4. Ninguém de bom senso acha que a Dra. Manuela defende, realmente, a suspensão da democracia.

  5. Toda a gente já pensou nisto, dada a sociedade corrupta e sem civismo em que vivemos. Pense-se até que, em contextos diversos, os Generais Garcia Leandro e Loureiro dos Santos já alertaram para o limite em que os nossos péssimos políticos (falo da média) estão a colocar o regime democrático.

  6. Concordo que uma pessoa com o traquejo político da nº1 social-democrata não pode "pôr-se a jeito" desta forma, mormente quando não tem vocação para dizer graças (a este nível só mesmo o insucesso de Durão Barroso, quando, no congresso de Viseu, comparou Santana Lopes a um misto de "Zandinga e de Gabriel Alves").

Feita a análise política, sublinho que o empolamento que os media estão a dar ao caso só pode trazer maus resultados para os próprios, a médio prazo, já que, ao acossarem uma política de elevado padrão ético e muita densidade política, estão erodir o resto da classe política que ainda preza a política com substância e que ainda estima a pluralidade de opiniões. E o problema ainda se agrava mais se pensarmos nos "consumidores de política" (leia-se, potenciais eleitores) que aí vêm, dada a ignorância mínima garantida que está a sair das nossas escolas...

Valia a pena era todos suspenderem a parvoíce, e não era por 6 meses...

Palavras, actos e omissões

"Involuntário" ("De Ofrivilliga", no sueco original) de Ruben Östlund foi o filme em competição que escolhi do cartaz de ontem do Estoril Film Festival.

Com agrado (ma non troppo) vêmos cinco histórias, de forma alternada, a decorrerem diante dos nossos olhos: a de uma família com as suas acções e a interacção de feitios, a de um grupo de jovens adultos (homens) e os excessos grupais que daí decorrem, a das adolescentes que tiram fotografias ousadas de si mesmo e bebem sem moderação, tornando-se vulneráveis a estranhos, a de uma escola em que uma professora corre o risco de ser ostracizada por não encobrir erros de colegas e a de uma viagem de autocarro em que uma criança é persuadida pelo pai a assumir um pequeno dano que não causara, ante o silêncio complacente da real culpada.

Ou seja, excessos e erros vulgares em vidas comuns, a proporcionarem visionamente único, num dia em que outro entretenimento lhe não seja oferecido ou em que o tempo convide a sofá e lareira.

Lê-se

O "dia do PSD"

O que se passou ontem mostra que Sócrates está bem encaminhado para ganhar as próximas eleições. De facto, ontem era (em teoria) um dia maravilhoso para o PSD. O Banco de Portugal fizera as maiores críticas que este Governo alguma vez ouviu da instituição: 1- o regime de apoio ao desemprego desincentiva a procura de trabalho (daí o aumento da duração média do desemprego!); 2- a consolidação orçamental terminou em 2007 (o défice de 2008 só cai graças a receitas extraordinárias). Mas o pior, mesmo, foi o diagnóstico em relação à crise económica: nem tudo é responsabilidade da crise financeira internacional. Ou seja, parte da culpa do crescimento miserável que temos tido radica nos problemas estruturais da economia portuguesa. Algo que nos deve deixar muito preocupados. Porque se o diagnóstico for correcto (e é), quando a crise passar vamos continuar a ter crescimentos medíocres e a afastar-nos da média europeia. Como se disse acima, o dia de ontem tinha tudo para ser o dia do PSD . Mas não foi. Porque a líder do partido conseguiu desviar a atenção da Imprensa ao tornar um discurso de circunstância no maior erro da sua vida política (ainda que todos saibamos que Manuela não pactua com ditaduras). Com deslizes destes, e os das últimas semanas, está-se a ver por que os eleitores olham para Sócrates (que deve estar a rir-se à gargalhada) como uma referência. Apesar da crise...

Camilo Lourenço in "Jornal de Negócios", edição de hoje

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Balada da Despedida

Fui sempre, sou e morrerei como sendo alguém de Coimbra.

Adoro a cidade onde nasci e morei, ininterrupta e diariamente, até aos meus 30 anos e onde ainda passo os fins de semana (excepto os bocados dos ditos em que sigo a Briosa) e os dias de semana ou as férias que posso.

Aliás, este meio lamento passa a lamento inteiro em relação às estratégias que sucessivos executivos centrais e camarários não tiveram para que a Cidade fosse não só um pólo de saber (mérito quase exclusivo da Universidade e das nossas excelentes escolas do ensino básico e secundário), mas também um dínamo empresarial que gerasse emprego para fixar os seus e captar criatividade de outras paragens. Quase nada se fez nesta área e até a Universidade, asfixiada pela avareza do ministério e pelo conservadorismo da instituição, foi empalidecendo no contexto universitário geral, embora não perdendo a liderança qualitativa de que sempre desfrutou e que é reconhecida internacionalmente.

No fim-de-semana passado resolvi passear por alguns dos locais que fazem parte da minha idiossincrasia coimbrã… Todavia, fiquei com a ideia de que, também nos detalhes, a Coimbra que adoro anda tristonha.

A começar pelo altar gastronómico onde voltei a pôr as papilas gustativas em ascese que, fruto da emergência das cadeias de fast-food, de propostas visualmente mais modernas e da crise económica, não tem já o esplendor de outrora, apesar do serviço esmerado e do alvo de deglutição bem demarcado.

Saído do comedouro, passeio pelo que sempre chamei de Parque da Cidade (Parque Doutor Manuel Braga) e vejo folhas sem conta a pedirem cama mais confortável do que o inevitável enleio com os pés dos transeuntes.

Depois, anima-se-me o espírito ao pensar que vou estrear-me na travessia pedonal do Mondego (décadas depois da última vez que o fio de água do nosso Basófias – falo do original; ou seja, o rio – o permitiu pelo leito), pela Ponte Pedro e Inês. Aí chegado, dói-me a alma ao ver vidro estalado, lâmpadas em falta e outras sem revestimento. Sei que a culpa é dos selvagens que vandalizam a nossa querida Lusa Atenas, mas também estou bem cônscio de que há que repor imediatamente, pois o desleixo convida a mais vandalismo.

Na outra margem, aplaude-se a estética da vedação a jusante (a que fica do lado da Ponte de Santa Clara) da Praça da Canção ou queimódromo, como lhe chamam na gíria académica, mas abomina-se aquela que fica a montante (para o lado da Ponte Rainha Santa Isabel), feita de uma chapa horrível que estraga o bem conseguido arranjo arquitectónico da área envolvente.

À volta, embora possa compreender-se a opção pelos materiais sintéticos, desgosto-me com o mau estado de conservação do enorme urso que faz as delícias de miúdos e graúdos…

Falta um pouco de maquilhagem à nossa velha e querida Coimbra…

Adorei

Ontem, no Estoril Film Festival, tive uma agradável ao ver "Pranzo di Ferragosta", em que Gianni di Gregorio assume o papel de autor do guião, realizador e actor principal e Matteo Garrone (o realizador de Gomorra) o de produtor.

Com base em eventos que sucederam, ao menos em parte, a Di Gregorio, o filme olha com ternura a velhice, com conformidade e criatividade latinas a resolução de um dos mais comuns problemas quotidianos (falta de dinheiro para pagar contas, facto que leva o personagem principal a tomar conta de três senhoras de idade, para além da sua mãe, que já estava ao seu cuidado) e com fino humor (ao melhor estilo italiano) as relações e ralações humanas.

Acresce que, no fim, o realizador/actor, sem vedetismo, teve uma simpática sessão de convívio com os presentes (fotografias e autógrafos incluídos) ao invés do que, à noite, faria Paul Auster.

É a pessão dos nevos...

Supondo eu que era em português que o estabelecimento do centro comercial dos lados da Luz queria escrever, mandava a coerência que além da explícita "bebida de peSSão", houvesse "massa de fango"...

Trombudo

Sou fã de Paul Auster. Adoro a sua escrita citadina, a forma como a cidade nos interpela e a confrontação de cada personagem consigo mesma e com muito do que, regra geral, todos nós já sentimos, num ou outro momento.

Ontem fui à sessão, integrada no Estoril Film Festival, em que o autor apresentou o seu novo livro (prestes a sair por cá), "O homem na escuridão". Confesso que eu e um colega levámos os livros que tinhamos (só eu tenho onze) na esperança de ver quantos autógrafos caçávamos (adoro Dostoiévski e Tchékhov, mas sempre me pareceu mais difícil cravar-lhes autógrafos a eles...).
Pois bem, guardado estava o bocado!!! Auster leu meia dúzia de passagens da nova obra, saíu do palco, deu dois ou três autógrafos sem dedicatória aos que, por estarem nas primeiras filas, dele primeiro se abeiraram e abandonou o auditório, apesar de ver uma razoável fila que dele pretendia uma mísera assinatura e que, em larga medida, faz dele o que é hoje.

São muito de esquerda, muito adeptos do Partido Democrata e, vai-se a ver, temos o velho elitismo do Partido Republicano.
Vou continuar a ler, pois a escrita não é elitista como o homem que empunha a pena!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A cumer é cagente sintende

É no Estoril o original fornecedor de repastos que nos proporciona a experiência única de provar uma "jardinHeira"!!!

Aguarda-se com expectativa a "feijonhada", o "cruzido à portulesa" e o "frando de surrasco"...

O Primeiro...



Hoje o nosso amigo de longa data Mickey faz 80 anos!!!

Não só para o felicitar, escrevo este post para recordar o primeiro congresso do LODO ;)


Vamos lá ver o que nos espera no segundo...

NOTA: dedico a imagem do Mickey ao Joãozinho de 2 aninhos que não se deixa enganar pelos novos ídolos infantis e dedica, todos os dias, toda a sua alegria quando observa um poster similar a este!!!

Talento para Dahl e vender

Prosseguindo a soberba programação, sob a batuta do meu amigo Rui Morais e com o beneplácito do eclético edil Gonçalves Sapinho, o Cine-Teatro de Alcobaça brindou-me com uma novidade muito interessante: o espectáculo de Lisa Ekdahl.

A dita Lisa, sueca de nascimento, com uma voz que mistura o angelical com o pueril, combina toques de jazz, blues e pop de forma agradável e que aguça o apetite para mais audições, mormente agora que decidiu cantar de maneira que a malta entende (leia-se, em inglês).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sacrilégio calórico

Já sabia que se abatem árvores para tudo e mais umas botas, mas juro que desconhecia que algumas servem para publicar a "Bíblia do Churrasco"...
Receio que possamos vir a testemunhar a chegada do "Kama Sutra das Sobremesas"...

Insulto ou depravação?

Esperei todo este tempo e não resolvi o dilema que era posto no WC do Multiusos de Guimarães, por altura do Congresso do PSD...
Anunciar a "Feira da Pequenada" quando os cavalheiros estão a verter líquidos?! Alusão à dimensão ou incentivo criminal?!...
Prefiro nem saber...

O fim da História

Se há coisa de que sempre me gabei foi de ser da cidade onde se fala português de primeira água. Todavia, já desde os meus tempos iniciais na política que perguntava (em conjunto com o Nuno Freitas) por que é que, já que decidira ser uma cidade de serviços, Coimbra não se apostava na excelência dos mesmo, quase como um ex-líbris transversal.
Pois bem, o meu receio ancestral chegou ao zénite quando, numa loja da cidade, perguntaram a quem me ladeava: "Alves leva acento onde"?...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O que é ser um "socialista"?

Sobre o discurso dos sindicatos dos professores, a JS escreve em comunicado:

"Não compreendemos que alguns socialistas se deixem capturar por este discurso. Não percebemos a sua radicalização e a sua incapacidade de ver algo de positivo nas políticas implementadas. Não nos parece democrático, nem tão pouco socialista"

Assinado pelo Secretariado Nacional da JS...

Já agora pergunto, como é que a JS classificará o ex-candidato à presidência da república dr. Manuel Alegre?

O perigo de ser jovem

Sendo um filme de acção com tudo o que de bom e de mau há nisso, serve bem para mostrar os perigos que espreitam uma juventude cada vez mais independente e para perceber muito do que vem da Albânia e que, pelos vistos, escapou ao PS e ao PSD, quando apoiaram a independência do Kosovo (futura parte do "País das Águias", querem apostar?)...

O dia em que o Mundo se enganou

Indo eu em sentido contrário, espantam-se-me os olhos com a fila contínua de autocarros que avisto na auto-estrada… É sábado e há manifestação de professores…

Era, evidentemente, o prenúncio de uma manifestação que, na prática, deve ter deixado em casa apenas os professores doentes, idosos, os que acham que não adianta protestar e as docentes grávidas, já que, a avaliar pelo barómetro familiar, foram a esta manifestação professores que jamais haviam estado num protesto de massas e outros que até são activistas e eleitores do PS.

Dizem os nossos docentes que o processo que conduz à sua própria avaliação e, logo, à eventual progressão na carreira é burocrático, não deixa tempo para preparar aulas e ensinar e obriga mesmo a escolhas, quando se trata de ter tempo útil de vida familiar ou particular, em geral.

Insinua a Ministra da Educação que o que esta classe profissional não quer é ser avaliada e que quer progressão automática na carreira, como havia até agora.

No meio de tudo isto a incoerência do Governo torna-se escandalosa, já que o Secretário de Estado Adjunto, Jorge Pedreira, diz que os professores que boicotarem o processo não serão alvo de processo disciplinar. O que quero dizer é que, na sequência da inflexibilidade da Ministra que admite limar arestas, mas não suspender o processo, entendo que até o mais contestatário dos lentes esperaria ver cair a guilhotina da 5 de Outubro; temos um Ministério de meias-tintas: não cede, mas também não tem coragem para impor o rumo.

E, se calhar, é melhor assim, mesmo que a equipa governativa dê um ar frouxo… É que, para disparate já basta o que está. Foram precisos anos para eu concordar com a Professora Ana Benavente, ex-Secretária de Estado, mas a realidade é que se combina o ridículo facilitismo da avaliação dos alunos (feita para enganar os números de Bruxelas) com uma burocracia, no caso da avaliação dos professores, que faria chorar de saudade os que ainda lamentam, em Moscovo, o fim da União Soviética.

Sejamos claros, todavia: eu (e creio que a maioria dos professores me acompanhará) acho que os docentes têm que ser avaliados, através de um sistema que premeie o mérito e faça progredir os que ensinem melhor e formem melhores cidadãos. Sei também que os sindicatos acham sempre que têm toda a razão (ainda para mais quando se intromete o impagável Mário Nogueira, agora em altas funções de protesto profissionalizado), mas duas certezas conservo: por um lado, os professores que ainda têm motivação e bases para isso devem, prestando contas pelo seu desempenho, poder ensinar, o que é, no fundo, o cerne da sua actividade.

A segundo ideia que tenho por verdadeira é a de que dificilmente três ou quatro governantes estão totalmente certos, quando têm cento e vinte mil eleitores a contestá-los… Como diria o Eng. Guterres: “é fazer as contas”…


Fotografia "emprestada" pelo IOL

Só mesmo com o voto Dele...

"Sarah Palin confia em Deus para lhe mostrar o caminho para a Casa Branca" (em 2012)
in "Público", 11.11.08

A sorte da Abelha Maia...

"Odeio que me digam que faço de Calimero"
Pedro Santana Lopes in "Pública" (revista), 09.11.08

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quanto mais me bates...

Sem moralismos e para diversificarmos a oferta cultural do blogue, eis uma sugestão registada nas ruas lisboetas.

Se for, mande o seu comentário e não se esqueça de observar (vide o aviso) o dress code...

Não sei se é prenúncio sobre as autárquicas, mas alguém vai levar...

Moças, carros e acção e... mais do mesmo...

Actual, radical e real

Quando a Câmara vos manda para o ...

Leio que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, honrando o artesanato fálico da terra, vai organizar a "Falo Parade"...
Sendo verdade que quem manda "fá-lo" como quiser, a verdade é que "Parade" pode ser um mau presságio...

Nós já fomos!

Confesso que não sou muito fiel a marcas de bens consumíveis. Gosto de uma marca ou outra de roupa, mas porque ou resiste ao meu "jeito desajeitado" ou porque me serve (o que, com a minha altura, quer, regra geral, dizer mangas ou pernas...).

Há, como em quase tudo, excepções. Uma delas é a cadeia de "cafés" (chamemos-lhe assim) Starbucks, em que me delicio ao abrir a pestana ou à hora do lanche (ou mesmo no fim de um jogo do Galatasaray , como fiz em Istambul), quando em viagem.

Pois bem, o meu vício já existe em Alfragide... Aquele cheesecake com frutos silvestres... Aquele bolo de doce de leite... Os frappuccinos e os cappuccinos... As poltronas e a música ambiente...

É caro, mas eu gosto!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Só o Jacinto lançou foguetes!

Fossem as coisas como as da pintura e os turcos tinham sido sovados, na Luz.

Porém, depois de uma exibição sem talento (como reconheceu o mister Flores), o infernal Galatasaray (que já tivera ocasião de ver jogar no inferno em que se converte o seu estádio e, na ocasião, trucidar o seu adversário por 4-0, com quatro golos do mesmo Umit Karan que, ontem, marcou o segundo golo dos rapazes de Istambul) ganhou ao Benfica por 2 a 0, com mérito.

Salvou-se o tradicional bife pós-jogo, na companhia do Marinheiro Russo (aka Vitor Fernandes) e da Dulce Alves (também conhecida por Dulce Alves...) e, antes disso, os sempre pitorescos episódios do "ir-à-bola", de que destaco o de Jacinto e seus amigos que, na fila da frente e por algum crime de restauração sem culpado conhecido, íam odorizando um jogo que, efectivamente, começava a cheirar mal. E nem a constipada política de Alcobaça (a tal Dulce Alves) escapou a algo que, estou certo, está proíbido pela ONU, numa qualquer convenção contra a guerra química!... Com franqueza! Bem sei que os benfiquistas são bons chefes de família, mas passarei a rezar pela salubridade dos almoços das famílias de Jacinto e seus pares.

O outro episódio é mais sério; um jovem de gravata (segundo a nossa repórter feminina e antes de ter sido açoitada, "bem parecido) passou o jogo, sempre que um turco ou um benfiquista decidiam provar o sabor da relva lisboeta, gritando: "levanta-te, ca..lho"! Aqui, o assunto levanta, ele próprio, várias questões:
Naquela idade, já com esses problemas?!
Sucede-lhe o mesmo drama com senhoras?!
Pareceu-lhe que o Estádio da Luz era uma clínica de andrologia?!
Tem necessidade de que algo se erga, quando diante de homens de calções?!

De facto, há noites para esquecer... Esperemos que a Briosa se porte melhor, no Domingo!...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Heróis cor-de-laranja?... Não, obrigado..!

No final deste mês decorre em Penafiel o XX Congresso da JSD e, num ano em que é impossível ignorar que a crise bateu à porta, terá ocorrido a alguém da organização aproveitar esta reunião bienal de centenas de jovens para reunir esforços em torno de uma causa: a pobreza que prolifera pelo país fora.

A ideia é (ou era...) pedir aos congressistas e observadores que levem um pequeno contributo, o qual pode chegar - segundo as estimativas - às duas toneladas de alimentos. Pois bem, encetaram-se contactos com o Banco Alimentar contra a Fome, distinta Instituição que opera nesta área, a qual se deu ao luxo de recusar - sim, RECUSAR! - a ajuda, recorrendo a um argumento tão primitivo quanto descabido.

Isabel Jonet, Presidente do BA, rejeitou a ajuda vinda dos jovens social democratas invocando tratar-se de uma instituição apartidária. Alguém explica à senhora que ninguém põe isso em causa?! Alguém que lhe lembre que o que está em causa é ajudar quem mais precisa e que quem mais precisa não olha a cores partidárias quando a fome ataca? Melhor, alguém que lhe lembre todos os portugueses que o têm feito ao longo dos anos provavelmente também terão uma inclinação partidária, factor que em tempo algum se ouviu dizer que prejudicava as pessoas que recebem ajuda?!...
E por que não perguntar-lhe sobre a sua posição se a Casa do Benfica de Freixo de Espada-à-Cinta fizer o mesmo?! Será que vai negar à ajuda, receosa da sensibilidade dos adeptos portistas?... ... Por favor, alguém que lhe explique que os alimentos com que os militantes da JSD possam contribuir também matam a fome...

Em suma, num Portugal em que existem mais de dois milhões de pobres e face a uma realidade que se teima em ignorar - os "novos pobres" - o Banco Alimentar dá-se ao luxo de rejeitar ajudas, dada a militância partidária dos ajudantes. Não é dificil de perceber que a acção, a mais de consciencializar os jovens para um problema grave que grassa no nosso país, pretende aproveitar a logística de um evento onde se reúnem mais de um milhar de pessoas para fazer um contributo que seria impensável se 'obrigasse' os militantes a deslocarem-se ao armazém do BA em Lisboa para o fazer...

E mesmo que alguns aqui vejam populismo ou aproveitamento político, é bom lembrar que nestas coisas "valores mais altos se alevantam" e que a maledicência face às juventudes partidárias já enjoa. Se fazemos é porque fazemos, se não fazemos é porque não fazemos... Decidam-se!

Se gostar do género, é doentiamente recomendado!

Palpites IV - Yes, we did it!

Os leitores que quiseram participar na nossa sondagem (30) pronunciavam-se assim sobre o duelo Obama vs. McCain, do ponto de vista português:
  • Obama - 87% (26)
  • McCain- 13% (4)

Se virmos, todo o mundo andou nesta casa de preferências o que, a meu ver, traduz o desejo de uma América forte, mas multilateral e desenvolvida, mas ecológica.

Barak Obama tem agora que provar aquilo de que é feito sem confirmar alguns dos receios que se atribuiam ao que era, até ontem, a sua eventual eleição. Mais concretamente, creio que terá que provar que não é um mero produto mediático (estilo Collor de Melo), que não vai agravar excessivamente a carga fiscal e que não vai estabelecer como contraponto aos excessos anteriores (Iraque e afins) um encerramento dos EUA em si mesmo, quer na política quer na economia.

Para já, a lufada de ar fresco fez bem ao Mundo...

A 11 metros do alvo

Diz-se que, no momento de cobrar uma grande penalidade, o avançado vê a baliza mais pequena, apesar de distar dela os onze metros de sempre... Ora, temo que tenha sido esse sindroma que, aparente e (desejo eu) temporariamente, afectou a Dra. Manuela Ferreira Leite: a baliza socialista parece mais “piquena” e o Eng. Sócrates parece enorme, “entre os postes”…

Digo-o pegando em dois exemplos concretos: o primeiro tem a ver com o aumento do salário mínimo nacional para 450€, em 2009. Pode até dizer-se que o Primeiro-Ministro deveria fazer bem as contas, que os empregadores estão sem folga para grandes banquetes salariais ou até que as coisas podem piorar, ao nível internacional. Todavia, não cabe à líder da oposição levar a sua seriedade ao ponto de ser trouxa, salvo o devido respeito.

Dito de outro modo, não duvido da seriedade e da inteligência da Dra. Manuela e tenho-lhe um enorme respeito e um imenso reconhecimento, mas entendo que, tendo o aumento faseado do SMN sido acordado, ainda por cima, em sede de concertação social, estando os portugueses com “a corda ao pescoço”, tratando-se, como dizia um amigo meu do CDS, de gente de parcos recursos que decidiu continuar a trabalhar com baixos salários, em vez de nos esmifrar o rendimento mínimo (ou rendimento de inserção social), e sendo que noventa contos de réis são um mero remendo, visto tudo isto, dizia, creio que o que qualquer líder do PSD deveria dizer era que estava muito bem, por muito que recomendasse, como tem sido feito, cortes noutras áreas.
O segundo exemplo tem, aliás, a ver com os cortes pedidos nos investimentos públicos e, mais concretamente com as declarações da Dra. Manuel Ferreira Leite sobre a geração de emprego pelas grandes obras públicas.

Ao que li, a Presidente do PSD, questionada sobre a matéria, terá respondido que “(Ao) desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido”.

Ora bem… Até pode ser que o desemprego de mão-de-obra portuguesa não tenha muito a ver com o sector da construção – se bem que acho que há sempre gente à procura de trabalho, mormente no estado em que a economia está – mas o que a challenger do Engenheiro Sócrates não pode é dizer algo que é profundamente descortês para com duas nações amigas (uma das quais lusófona) e que, mal interpretado, roça (não a “irresponsabilidade”, como disse a Premier laranja sobre o camarada Primeiro-Ministro) a xenofobia, designadamente em relação à Ucrânia que, herdeira da União Soviética, tem hoje na sua mão de obra qualificada e nos seus níveis de literacia (superiores aos nossos, com toda a certeza) a chave do seu ressurgimento progressivo.

Em suma, creio que há que pensar que alternativa ao silêncio inicial não é o tiro à queima-roupa. Cumpre afinar o tiro, no PSD…

Ontem fez-se história por 3 razões:

O primeiro afro-americano é eleito presidente do USA*...

O Sporting está nos oitavos de final da liga dos Campeões
Nos telejornais não houve qualquer notícia relacionada com o Sócrates e o Magalhães…


(*) – vou deixar o desenvolvimento desta notícia para a malta do LODO mais especializada na política internacional…

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mais 2.500,00 € para o TGV

Ando há diaspara escrever sobre mais uma das muitas provas da indigência cultural dos nossos governantes.

Falo de um episódio que mostra bem os complexos ideológicos que 34 anos depois ainda afectam a nossa esquerda.

De facto, o Estado Português decidiu não exercer o seu direito de preferência sobre um lote de cartas manuscritas pelo Professor Marcello Caetano, ex-Presidente do Conselho de Ministros e último governante do Estado Novo, já no exílio à data.

O Estado estava representado pela Biblioteca Nacional e pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo, mas deveria ter havido um decisor político que, mesmo não se tratando dos escritos mais relevantes para a compreensão daquele regime e para a reconstituição do percurso biográfico do Professor, percebesse que não só devemos lidar com a nossa História de forma descomplexada e pedagógica, como em cada linha se pode perceber um traço da emoção de uma figura que para ela tenha entrado.
Só quem tenha vistas curtas acha melhor que tenhas sido um respeitável empreiteiro (mais respeitável do que o Ministro da Cultura) a arrematar o lote, por... 2500,00€. Deve dar para um parafuso do TGV!...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Estudar em Coimbra (momento chauvinista) II

Já nem sei que diga...
Leio na edição de ontem do Público que a Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, foi, mais uma vez, a escola pública mais bem cotada no ranking anual do Ministério da Educação.

Ora, depois de vos ter mostrado com quantos paus se faz uma canoa, ao mencionar o ranking do jornal The Times para as universidades, vejo-me condenado a dizer-vos que foi ali que, orgulhosamente, fiz o ensino secundário e iniciei a minha vida política e associativa...

Imagens Reais

Sábado, em Baleizão da Catarina Eufémia:


Marta (6 anos): Jerónimo? Preferia mil vezes o Cavaco para avô do que o Jerónimo - erguendo os dedos em sinal de vitória e canta - Pê esse dê! Pê esse dê!

As coisas mudam, graças a Deus nas novas gerações. Há que estar atento.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A constelação de Obama

Se o universo eleitoral norte-americano se restringisse a Hollywood e pouco mais, saber-se-ia de antemão o vencedor das Presidenciais de Novembro. É que com Barack Obama estão a maioria das reluzantes estrelas da América.
Eis uma pequena amostra: Sharon Stone, Spike Lee, Oprah Winfrey (of course), Robert De Niro, Edward Norton, Will Smith, Tom Hanks, Halle Berry, Steven Spielberg, Caroline Kennedy, George Clooney,Matt Damon, Jessica Biel e Ben Affleck (que veio dizer ao Mundo que Hollywood adora o candidato Obama) entre tantos outras celebridades têm demonstrado em diversos momentos e das mais inauditas formas o apoio ao Senador Obama.
Scarlett Johannsen, a mulher com ar de menina por quem meio mundo suspira, chegou mesmo a revelar que com frequência troca emails com o candidato. Paris Hilton, em vingança por Mccain ter usado o seu nome para injuriar Obama, decidiu também juntar-se ao senador do Illinois e fazer um vídeo a parodiar Mccain.

Já a cantora Pink, intercede por Obama ao seu estilo: "Se eu escrevesse uma carta a Sarah Palin, estaria cheia de porquês e comos. Quem és tu? Sabes? Porque detestas animais? Por favor indica o Iraque num mapa. Esta mulher odeia mulheres. Não é uma feminista. Não é a mulher que vai chegar depois de Hillary Clinton e fazer tudo o que Hillary Clinton seria capaz de fazer... Esta mulher assusta-me".

Já nos últimos VideoMusic Awards o actor britânico Russell Brand deu nas vistas quando pediu o voto para Barack Obama («Por favor América, para o bem do mundo»), chamou «cowboy atrasado» ao presidente George W. Bush, e atacou a aspirante republicana à vice-presidência, Sarah Palin e a sua filha adolescente que se encontra grávida («Usem preservativo ou tornam-se republicanos»).

Parece-me curioso este acérrimo empenho das celebridades no palco político. Primeiro, porque há sempre aquela ideia de que o Estrelato tem mais com que se preocupar, depois porque na sua generalidade consideram que lhes fica bem uma atitude apolítica. Claro que isto na política norte-americana não nos estranha tanto, estando até habituados a ver estrelas em cargos políticos (veja-se o caso de Arnold Schawznegger, por ex.). Mas não creio que nas presidenciais norte-americanas alguma vez se tenha visto tanta celebridade a interceder por um candidato...

Conclusão: Obama marca pontos quase sem se mexer. As celebridades intercedem por ele, organizam eventos, vestem roupa "pró-Obama" (veja-se o actor Ryan Phillipe na foto), fazem donativos, dão entrevistas a declarar-lhe publicamente o apoio, ajudam a angariar fundos para a sua campanha, atacam ferozmente os adversários e, de forma mais ou menos implícita, influenciam o voto dos fãs.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Dulcelock Buster

Adoro ir ao cinema, mas não recuso um bom DVD. Segui um conselho de alguém cuja opinião PREZAVA... Veja, agora, a opinião da conselheira e a minha própria!

Palpites III

Pois bem... Parece que a maioria dos vinte e um leitores que votaram na nossa sondagem concordam com a minha opinião, que é contrária ao reconhecimento por Portugal da independência do Kosovo:


A favor - 39%

Contra - 61%




Pena é que PS e PSD prefiram disparatar...

De lacrimejar por mais

Barcelona, dia 18 de Outubro, 21h30, Discoteca Bikini... O momento é dos góticos alemães, Lacrimosa, que vira no Porto (Teatro Sá da Bandeira) e em Gaia (Hard Club).


Na altura, com as minhas parcas noções do idioma germânico, encantou-me o lado sombrio e a qualidade das letras, um som que mistura toques de hard-rock com gótico e mesmo uma ineludível formação clássica dos líderes da banda (o alemão Tilo Wolff e a finlandesa Anne Nurmi) e o mimetismo do vocalista principal (Wolff) que, embora em registo assaz diferente, me lembra o mimetismo de Bowie, Mercury e Reininho...

Quanto a este concerto, deu-me mais 105 minutos para reapreciar Der Morgen Danach (do inesquecível CD Fassade), Lichtgestalt (tema do último CD de originais), Ich bin der brennende Komet (ritmo para dar e vender...) e Ich Verlasse Heut Dein Herz (o romantismo gótico no seu melhor), entre muitas notas musicais que me motivaram para 1200 quilómetros de asfalto.


A prova da minha "fé"?! Está na conquista de novos devotos!...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Com alguma graça

Falidos e mal pagos

Seja o termo “subprime”, “recessão” ou “crash bolsista”, o facto é que os governantes continuam a governar – por vezes, até fortalecidos por estarem a salvar-nos, algo que julgava ser a sua obrigação, mesmo antes de a crise eclodir – os gestores (mesmo os que desgraçam empresas) recebem chorudos prémios, no final do ano, e os cidadãos, nas mais diversas partidas do Globo, ficam com alguns problemas para resolver: pôr comida na mesa, enquanto se pagam a casa, os estudos e as contas normais, arranjar um segundo ou um terceiro emprego, não faltar com nada àqueles que deles dependem, enfim, tentar viver, quando cada vez mais apenas parece ser possível sobreviver…


Uma olhadela pelos números do crédito malparado – isto é, pelos índices de incapacidade das pessoas para pagarem os empréstimos que contraem – mostra que muitas pessoas, mantendo o incompreensível vício de se alimentarem, já não conseguem pagar as prestações, no caso mais frequente, das casas. Ora, com um mercado de arrendamento ineficiente, parece-me dramático que o dinheiro não chegue para, ao fim do mês, se paga mais uma quantia por uma casa que, em bom rigor, só será nossa daqui a umas décadas…

E, escrevi-o no passado, se é certo que as pessoas comprar coisas de que não precisam (vários LCD ou plasmas, “n” telemóveis e tantas outras coisas acessórias, mas que a publicidade torna essenciais à nossa felicidade) e que, regra geral, se bastariam com uma casa mais acessível, é bem mais relevante fazer notar que, designadamente em Portugal, os grandes partidos raramente cumprem a sua função pedagógica de alertar para que as pessoas não gastem mais do que o necessário e para que seleccionem a prioridade das despesas, que as autarquias não têm uma política de solos e de licenciamentos que modere a voragem dos construtores e que os bancos quase impingem créditos (além de seguros de todo o tipo, cartões de crédito, serviços de loiça, viagens, etc…) sem curar de aconselhar os clientes em face das suas reais possibilidades, quais abutres de fato e gravata.

Ou seja, temos o Planeta de pantanas pelas alterações climáticas e delapidação de recursos naturais, mas também pelo crescente engrossar da legião dos excluídos e remediados. Os que têm muito são poucos e têm cada vez mais, enquanto aumentam os que menos têm e cada vez mais olham para o lado direito das ementas, nem que seja para ver o preço de uma mísera sopa.

Em suma, sempre defini o mercado como o melhor regulador das trocas e a democracia como o melhor sistema político (ou o menos mau de todos os que se conhecem, como diria Churchill), mas se deixarmos o mercado ir longe demais, a economia controlar a política e se deixarmos as pessoas à beira do desespero, um dia, por muito manietadas que estejam as pessoas darão razão a um populista que troque direitos por estabilidade ou voltarão a ler Marx, Engels e Lenine. Acho, aliás, que só com sintomas destes se explicam as votações expressivas num dos mais reaccionários partidos comunistas da Europa, o PCP…

Agora percebo porque é que andamos a subir nos rankings de Educação...


Leio incrédula esta notícia. Choca-me o crime e a inocência da criança, mas igualmente me choca que neste país haja uma professora de Educação Cívica que vê no filme "O Crime do Padre Amaro" um instrumento pedagógico. O filme foca problemas socio-culturais que persistem desde os tempos de Eça ao presente, é um facto. Mas abordar os problemas sociais deste país numa aula de aprendizagem cívica só é possível recorrendo a filmes onde o que mais se vê são os seios e as nádegas de Soraia Chaves?... Quem viu o filme sabe do que falo - poucas ideias, pouco conteúdo 'queirosiano' e muito sexo explícito. Bem sei que hoje tudo isto está ao alcance das crianças e que para elas não é novidade. Novidade, novidade, é um pedagogo ver nos dotes e na performance de Soraia Chaves um contributo para a Educação e Cidadania dos pequenos...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Moore


"Os extremos a que chega Savage Grace, drama dirigido por Tom Kalin, não são fáceis de se prever quando o filme começa. Aliás, só ao final da sessão Kalin informa que a história de Barbara e Tony aconteceu na vida real, história essa já registrada num livro homónimo, escrito por Natalie Robins e Steven M.L. Aronson e publicado pela primeira vez em 1985, no qual o filme se baseia."

Diferente, vale pela audácia de mostrar recantos da mente num filme tipo comercial, mas sobretudo pela presença de Julianne Moore.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Capitães há muitos..!

Em passeio pela blogosfera, mormente, pelo blog "Mudar Portugal" do nosso assíduo leitor Luís Melo, deparei-me com um post intitulado "O livro do Capitão". Ainda pensei que o nosso Mui Ilustre Administrador tinha escrito uma nova publicação ali publicitada e aqui o staff do Lodo desconhecia o facto...!
Mas não. Versava aquele texto sobre um outro Capitão, mais conhecido por "Major", curiosamente, personalidade que cai em boa graça junto do nosso Capitão.
Pois é, eis uma revelação sobre o Gonçalo que é díficil de assimilar e que me vai custar caro!...
O melhor mesmo é, depois da provocação, passar à redenção: pois bem, a literatura do nosso Capitão é de calibre, incomparável à literatura de cordel do Major. Para os interessados ou meros curiosos, fica aqui a publicidade.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Estamos 'queimados'...

Está oficialmente aberta a campanha para os combates eleitorais de 2009!
Pelo menos é o que se lê nas entrelinhas do Orçamento de Estado, dos mais generosos de sempre, a pensar na função pública, nos senhorios, nos deficientes, nas famílias, enfim... em todos e em cada um dos portugueses.
Caso para dizer: Porreiro, pá! Depois de três anos a apertar o cinto, que bem nos sabe. Mas será sensata toda esta generosidade?
Até parece que três anos bastaram para vestir os portugueses (estávamos de tanga, relembro...). Até parece que a crise afecta o Mundo mas Portugal está imune a essas maleitas económicas. E até que ponto não estarão estas tentações eleitoralistas a deitar por terra o esforço e o sacrifício que exigiram às famílias portuguesas?...
Mas é compreensível: a oportuna gentileza do Governo cai sempre bem numa casa portuguesa, talvez melhor que pão e vinho sobre a mesa... A fartura parece ser tanta que desconfio até que as campanhas eleitorais de 2009 vão ser marcadas por um grande passo na civilização lusa: vamos passar do porco no espeto para comícios em restaurante gourmet!
É tudo muito bonito, mas mais cedo ou mais tarde... ardemos!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Estudar em Coimbra (momento chauvinista)

Digam o que disserem, estudar em Coimbra ainda é o que era. Segundo o ranking publicado pelo jornal The Times, a Universidade de Coimbra (onde me licenciei) é a melhor escola superior portuguesa, bem à frente da segunda, a Universidade Católica Portuguesa (onde me tornei mestre)...

Fica uma braço de solidariedade aos demais e um encorajamento para que não desistam... :)

Em tempo de CRISE INTERNACIONAL...


Em tempo de CRISE INTERNACIONAL o que é que este tipo anda a dizer???

Mundial 2018???
Organização Ibérica???

Isto não será mais uma coisa tipo SCUT's sr. secretário de estado???

Eu sou um adepto fervoroso de futebol, mas em tempo de "vacas muito magras" existem assuntos que devem ser secundarizados.

Com um orçamento de estado virado para as PME's e para as famílias de baixo rendimento (mesmo agora que estamos perto das eleições), já só faltava o tipo dos bombos e da fanfarra para animar a malta com festa...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Porreiro, pá!

A propósito

Os meus pais receberam a carta do Magalhães em casa e ficaram entusiasmados.

Mãe: Pipa, eu já sei do que fala esta carta!
Pipa (7 anos): É o Magalhães?!?!?!?!?!

Na mesma semana, as intenções de voto no PS subiram uns pontos.

domingo, 12 de outubro de 2008

Já que se gosta de falar sobre Hipotecas

Entre as questões que marcam a agenda política que mais devem importar à juventude portuguesa destaca-se o desemprego.
Diariamente assistimos ao aumento do número de desempregados, em especial de jovens, muitos deles com qualificações acima da média, sendo este um problema transversal a toda a sociedade e quase caracterizado como uma nova questão de cariz estruturante de Portugal. Por isso tem vindo a ser defendido pela JSD um compromisso social. Um compromisso que envolva o Governo, as Câmaras Municipais e todas as entidades ligadas ao sector público, mas que também deverá incluir o tecido empresarial. Trata-se de uma questão de justiça social, mas também de rentabilização de recursos. É necessário que existam empresas envolvidas no esforço de inovação, fomentação de criação de postos de trabalho, num esforço que passa pela capacidade de cada município oferecer formação articulada com as especificidades e potencialidades económicas da região em que se insere, pela formação de qualidade em contraponto à actual política perversa de enviesamento das estatísticas e num compromisso entre escolas e o sector económico.
Quando a política local se pratica em mera gestão, tendo em consideração apenas o status quo geral e os governantes se deixam mediatizar, praticando a política imediata de contorno por decreto, é a juventude que se deixa esquecer e vê as suas prioridades remetidas não para segundo plano, mas tão somente para a última das preocupações do estado geral acenando-nos com vãs promessas de “sucesso” pensará Sócrates em novas inaugurações de fantásticos call-centers que em nada beneficiam a já chamada geração recibo verde? Há que questionar, puxar aos jovens a responsabilidade de defender o dia de amanhã e aquela que deverá ser uma das suas principais questões. 150000 postos de trabalho não criados, ênfase na contratação sazonal - 2.33€ à hora para telemarketing (e já mais de 50000 nesta carreira promissora!!)? Ai tadinho, é da crise internacional. Isto parece um filme.
Hipotecam o nosso futuro na formação desadequada, esquecendo que se hipoteca assim também o futuro de Portugal.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E por que não a do Estrela da Amadora?!

Que a SIC Notícias queira dar conta das eleições na Ucrânia eu entendo... Agora o que já percebo com mais dificuldade é que o faça e os seus profissionais (?!) usem para o efeito a bandeira da Geórgia... É o que temos...

Momentos Paulistas V

Enquanto Kosovo, mata-se a fome

Tenho escrito sobre o Kosovo, por diversas vezes...

Mas, agora que PSD e PS se entretêm a dar as mãos a propósito do reconhecimento da independência do Kosovo, resta-me encolher os ombros, concluir que não percebo nada de política internacional e manter a minha suspeita de que se trata da maior estupidez desde que Cleópatra foi mordida pela áspide…

Talvez possa iluminar-me, aliás, com a sua opinião na SONDAGEM LODO, à direita destas desafortunadas linhas...

Porém, retomando o assunto e já que a sintonia é tão bonita, talvez os lideres dos dois maiores partidos possam combinar um passeio e fazer o que eu, nem há duas semanas, fiz: ir lá e ver bem o que é a realidade de Pristina, Prizren e de muitas aldeias pelo caminho.

O que vos digo é que se já era contra o abrir desta caixa de Pandora, somo agora razões empíricas ao meu cepticismo. Desde enclaves sérvios, onde as pessoas têm medo de que os albaneses venham armados para os saquear, mais uma vez e na melhor das hipóteses (algo que determinou a desertificação de muitas povoações de montanha, onde a “gentileza” daqueles era absolutamente impune), passando pela decrepitude do tecido industrial ante a incompetência dos novos “donos” do território (uma mina que vi em pleno labor era gerida por suíços…) e chegando mesmo à constatação de que falamos de uma maioria populacional que evolui em progressão geométrica, falando-se de uma malha etária com metade dos cidadãos em idade jovem, algo em nada acompanhado pelo crescimento do emprego.

Se a isto juntarmos os dados de que os serviços de informação ocidentais dispõem e que demonstram que todos os líderes do Kosovo estão ligados a actividades criminosas (tráfico de tudo e mais umas botas, com seres humanos incluídos), então vemos o que é um Estado falhado a emergir.

Depois é só rever a matéria dada: já se sabe que, em breve, as fronteiras com a Albânia serão decorativas (retira-se o berço da nação sérvia e dá-se aos albaneses), humilha-se a Sérvia (como não se fez, e bem, à Alemanha do pós-guerra) e abre-se um seríssimo e grave precedente; o mesmo que os russos alegaram na Ossétia do Sul e na Abecásia (e que, só por ser a Rússia a invocar, mereceu reacção oposta), o que os habitantes da Transnístria (zona oriental da Moldávia) podem vir a alegar, para já não falar no País Basco, Catalunha, Córsega e outros delírios actuais que podem ser cruzes a carregar no futuro.

De permeio e na agenda, temos já o Tibete e Taiwan (casos em que não se vislumbra a mesma "garganta" por parte da diplomacia ocidental), bem como risco análogo ao do Kosovo, na Macedónia (onde também estive), onde há já bastas zonas de maioria albanesa e os constituintes cometeram, ademais, o grosseiro erro de autorizar partidos nacionalistas albaneses e o uso dos símbolos nacionais daquele país (administração local incluída), pelo que o risco já vai na propaganda.

É nisto que o eng. Sócrates a dra. Manuela nos estão a meter, amigos…

Nota: a fotografia é da capital, Pristina.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Palpites II

Decididamente, os partidos portugueses são pouco mais que lixo, na opinião dos 27 amigos que quiseram participar na segunda sondagem do Lodo.

De facto, é curioso ver as respostas às hipóteses que facultámos para definir a missão actual dos partidos portugueses:

Mudar Portugal - 3% (1 voto)

Carreira - 18% (5 votos)

Fortuna - 7% (2 votos)

Fama - 3% (1 voto)

Nada - 25% (7 votos)

Todas - 40% (11 votos)

Vendo bem, apenas um votante achou que os nossos partidos fazem o que devia ser a sua essência: transformar o País à luz de um ideal social.

Bem sei que se não trata de uma sondagem rigorosa. Contudo, também sei que não andará muito longe do que pensam os portugueses sobre o actual sistema partidário.

Existindo, de facto, os que se acham extremamente atraentes, pelos simples facto de terem sido eleitos (mesmo que ninguém os conheça e que continuem a ser as mesmas abantesmas de sempre), os que conseguem (ou não) dissimular estranhos enriquecimentos (por cá ou por lá...) e os que levam uma vida de xadrez partidário para serem reeleitos, sem fazerem algo de útil, entendo que a mais equilibrada visão do nosso espectro partidário é a que vê um pouco de tudo isto nos nossos partidos.

Se, em tempos, defendi as eleições directas para escolha dos líderes partidários, pelo princípio subjacente, é altura de um sentido mea culpa... Efectivamente, o resultado prático (falo pelo que observo no PSD) foi o de, retirado o cariz decisivo aos congressos, liquidar os tribunos e os que têm uma vida profissional fora da política. Com excepção dos que se "consagraram" a tempo, mandam hoje os caciques e os chefes de facção, a quem devem prestar vassalagem os que desejam ser escolhidos. Nem mesmo o mais carismático ou prezado dos presidentes pode deixar de celebrar acordos com estes "senhores tribais", quando há eleições internas.

O dano advém da rara coincidência entre quem comanda batalhões de filiados e quem entende fulcral para o desenvolvimento de uma pátria o pensamento sistemático e a formulação de um ideal. É possível ganhar sem um verdadeiro programa e governar ao sabor da impreparação doutrinal, algo que mais se agrava quando se observa que mesmo os mais preparados têm medo de fazer promessas de percurso, dada a incerteza hodierna do mundo globalizado.

Sendo que quando se avança na estrada da democracia directa raramente há passo atrás, julgo urgente que os partidos optem pela auto-crítica e voltem (?!) a premiar o mérito. Caso contrário, creio que esta tendência vexatória alastrará até à ruptura.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Diz que é uma espécie de Oposição


Inauguraram um novo estilo de intervenção social e tornaram os portugueses viciados no seu humor. Depois, fizeram um interregno e todos sentimos a sua falta. Agora estão de volta e não se fala de outra coisa.

Falo dos Gato Fedorento, um grupo de amigos que a fazer (bom) humor se tornou num fenómeno televisivo (e não só), pese embora haja muito quem esteja cheio de vontade de lhes ver as sete vidas esgotadas. É que a brincar, a brincar, há quem não ache muita piada às caricaturas que aqueles quatro ousam fazer, mormente os sujeitos alvo da sátira...

Ontem, numa entrevista ao programa Dia D, os quatro humoristas revelaram alguns dados interessantes sobre o percurso do clã fedorento. Entre o tom jocoso e a conversa séria, falaram do vai-vém entre a estação pública e o terceiro canal, dos instrumentos e métodos de trabalho, de processos judiciais a decorrer contra o grupo, das ambições futuras e do novo desafio que se inicia no próximo domingo.

O registo, garantiram, «não muda muito porque o país não muda nada». Espera-se por isso uma missa dominical a denunciar os pecados da classe política, dos dirigentes desportivos, celebridades (de)cadentes e outros que tais. Embora aleguem que não fazem política, a verdade é que os sketchs dos fedorentos que ainda retemos na memória visavam quem? Figuras políticas, na sua maioria. E qual das suas acções foi mais polémica? A do cartaz do Marquês, de que falei aqui e que satirizava o conteúdo de um cartaz precedente colocado por um movimento partidário.

Com ou sem vontade de fazer política, certo é que gozam de mais destaque que as elites, provocam merecidos terremotos no palco político deste país e deixam a um cantinho a nossa Oposição.