quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Trombudo
Sou fã de Paul Auster. Adoro a sua escrita citadina, a forma como a cidade nos interpela e a confrontação de cada personagem consigo mesma e com muito do que, regra geral, todos nós já sentimos, num ou outro momento.Ontem fui à sessão, integrada no Estoril Film Festival, em que o autor apresentou o seu novo livro (prestes a sair por cá), "O homem na escuridão". Confesso que eu e um colega levámos os livros que tinhamos (só eu tenho onze) na esperança de ver quantos autógrafos caçávamos (adoro Dostoiévski e Tchékhov, mas sempre me pareceu mais difícil cravar-lhes autógrafos a eles...).
Pois bem, guardado estava o bocado!!! Auster leu meia dúzia de passagens da nova obra, saíu do palco, deu dois ou três autógrafos sem dedicatória aos que, por estarem nas primeiras filas, dele primeiro se abeiraram e abandonou o auditório, apesar de ver uma razoável fila que dele pretendia uma mísera assinatura e que, em larga medida, faz dele o que é hoje.
São muito de esquerda, muito adeptos do Partido Democrata e, vai-se a ver, temos o velho elitismo do Partido Republicano.
Vou continuar a ler, pois a escrita não é elitista como o homem que empunha a pena!
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A cumer é cagente sintende
O Primeiro...
Hoje o nosso amigo de longa data Mickey faz 80 anos!!!
Não só para o felicitar, escrevo este post para recordar o primeiro congresso do LODO ;)
Vamos lá ver o que nos espera no segundo...
NOTA: dedico a imagem do Mickey ao Joãozinho de 2 aninhos que não se deixa enganar pelos novos ídolos infantis e dedica, todos os dias, toda a sua alegria quando observa um poster similar a este!!!
Talento para Dahl e vender
Prosseguindo a soberba programação, sob a batuta do meu amigo Rui Morais e com o beneplácito do eclético edil Gonçalves Sapinho, o Cine-Teatro de Alcobaça brindou-me com uma novidade muito interessante: o espectáculo de Lisa Ekdahl.A dita Lisa, sueca de nascimento, com uma voz que mistura o angelical com o pueril, combina toques de jazz, blues e pop de forma agradável e que aguça o apetite para mais audições, mormente agora que decidiu cantar de maneira que a malta entende (leia-se, em inglês).
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Sacrilégio calórico
Insulto ou depravação?
O fim da História
Se há coisa de que sempre me gabei foi de ser da cidade onde se fala português de primeira água. Todavia, já desde os meus tempos iniciais na política que perguntava (em conjunto com o Nuno Freitas) por que é que, já que decidira ser uma cidade de serviços, Coimbra não se apostava na excelência dos mesmo, quase como um ex-líbris transversal.Pois bem, o meu receio ancestral chegou ao zénite quando, numa loja da cidade, perguntaram a quem me ladeava: "Alves leva acento onde"?...
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
O que é ser um "socialista"?
Sobre o discurso dos sindicatos dos professores, a JS escreve em comunicado:
"Não compreendemos que alguns socialistas se deixem capturar por este discurso. Não percebemos a sua radicalização e a sua incapacidade de ver algo de positivo nas políticas implementadas. Não nos parece democrático, nem tão pouco socialista"
Assinado pelo Secretariado Nacional da JS...
Já agora pergunto, como é que a JS classificará o ex-candidato à presidência da república dr. Manuel Alegre?
"Não compreendemos que alguns socialistas se deixem capturar por este discurso. Não percebemos a sua radicalização e a sua incapacidade de ver algo de positivo nas políticas implementadas. Não nos parece democrático, nem tão pouco socialista"
Assinado pelo Secretariado Nacional da JS...
Já agora pergunto, como é que a JS classificará o ex-candidato à presidência da república dr. Manuel Alegre?
O perigo de ser jovem
Sendo um filme de acção com tudo o que de bom e de mau há nisso, serve bem para mostrar os perigos que espreitam uma juventude cada vez mais independente e para perceber muito do que vem da Albânia e que, pelos vistos, escapou ao PS e ao PSD, quando apoiaram a independência do Kosovo (futura parte do "País das Águias", querem apostar?)...O dia em que o Mundo se enganou
Indo eu em sentido contrário, espantam-se-me os olhos com a fila contínua de autocarros que avisto na auto-estrada… É sábado e há manifestação de professores…Era, evidentemente, o prenúncio de uma manifestação que, na prática, deve ter deixado em casa apenas os professores doentes, idosos, os que acham que não adianta protestar e as docentes grávidas, já que, a avaliar pelo barómetro familiar, foram a esta manifestação professores que jamais haviam estado num protesto de massas e outros que até são activistas e eleitores do PS.
Dizem os nossos docentes que o processo que conduz à sua própria avaliação e, logo, à eventual progressão na carreira é burocrático, não deixa tempo para preparar aulas e ensinar e obriga mesmo a escolhas, quando se trata de ter tempo útil de vida familiar ou particular, em geral.
Insinua a Ministra da Educação que o que esta classe profissional não quer é ser avaliada e que quer progressão automática na carreira, como havia até agora.
No meio de tudo isto a incoerência do Governo torna-se escandalosa, já que o Secretário de Estado Adjunto, Jorge Pedreira, diz que os professores que boicotarem o processo não serão alvo de processo disciplinar. O que quero dizer é que, na sequência da inflexibilidade da Ministra que admite limar arestas, mas não suspender o processo, entendo que até o mais contestatário dos lentes esperaria ver cair a guilhotina da 5 de Outubro; temos um Ministério de meias-tintas: não cede, mas também não tem coragem para impor o rumo.
E, se calhar, é melhor assim, mesmo que a equipa governativa dê um ar frouxo… É que, para disparate já basta o que está. Foram precisos anos para eu concordar com a Professora Ana Benavente, ex-Secretária de Estado, mas a realidade é que se combina o ridículo facilitismo da avaliação dos alunos (feita para enganar os números de Bruxelas) com uma burocracia, no caso da avaliação dos professores, que faria chorar de saudade os que ainda lamentam, em Moscovo, o fim da União Soviética.
Sejamos claros, todavia: eu (e creio que a maioria dos professores me acompanhará) acho que os docentes têm que ser avaliados, através de um sistema que premeie o mérito e faça progredir os que ensinem melhor e formem melhores cidadãos. Sei também que os sindicatos acham sempre que têm toda a razão (ainda para mais quando se intromete o impagável Mário Nogueira, agora em altas funções de protesto profissionalizado), mas duas certezas conservo: por um lado, os professores que ainda têm motivação e bases para isso devem, prestando contas pelo seu desempenho, poder ensinar, o que é, no fundo, o cerne da sua actividade.
A segundo ideia que tenho por verdadeira é a de que dificilmente três ou quatro governantes estão totalmente certos, quando têm cento e vinte mil eleitores a contestá-los… Como diria o Eng. Guterres: “é fazer as contas”…
Fotografia "emprestada" pelo IOL
Só mesmo com o voto Dele...
"Sarah Palin confia em Deus para lhe mostrar o caminho para a Casa Branca" (em 2012)
A sorte da Abelha Maia...
"Odeio que me digam que faço de Calimero"
Pedro Santana Lopes in "Pública" (revista), 09.11.08
Pedro Santana Lopes in "Pública" (revista), 09.11.08
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Quanto mais me bates...
Quando a Câmara vos manda para o ...
Leio que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, honrando o artesanato fálico da terra, vai organizar a "Falo Parade"...
Sendo verdade que quem manda "fá-lo" como quiser, a verdade é que "Parade" pode ser um mau presságio...
Nós já fomos!
Confesso que não sou muito fiel a marcas de bens consumíveis. Gosto de uma marca ou outra de roupa, mas porque ou resiste ao meu "jeito desajeitado" ou porque me serve (o que, com a minha altura, quer, regra geral, dizer mangas ou pernas...).Há, como em quase tudo, excepções. Uma delas é a cadeia de "cafés" (chamemos-lhe assim) Starbucks, em que me delicio ao abrir a pestana ou à hora do lanche (ou mesmo no fim de um jogo do Galatasaray , como fiz em Istambul), quando em viagem.
Pois bem, o meu vício já existe em Alfragide... Aquele cheesecake com frutos silvestres... Aquele bolo de doce de leite... Os frappuccinos e os cappuccinos... As poltronas e a música ambiente...
É caro, mas eu gosto!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Só o Jacinto lançou foguetes!
Porém, depois de uma exibição sem talento (como reconheceu o mister Flores), o infernal Galatasaray (que já tivera ocasião de ver jogar no inferno em que se converte o seu estádio e, na ocasião, trucidar o seu adversário por 4-0, com quatro golos do mesmo Umit Karan que, ontem, marcou o segundo golo dos rapazes de Istambul) ganhou ao Benfica por 2 a 0, com mérito.
Salvou-se o tradicional bife pós-jogo, na companhia do Marinheiro Russo (aka Vitor Fernandes) e da Dulce Alves (também conhecida por Dulce Alves...) e, antes disso, os sempre pitorescos episódios do "ir-à-bola", de que destaco o de Jacinto e seus amigos que, na fila da frente e por algum crime de restauração sem culpado conhecido, íam odorizando um jogo que, efectivamente, começava a cheirar mal. E nem a constipada política de Alcobaça (a tal Dulce Alves) escapou a algo que, estou certo, está proíbido pela ONU, numa qualquer convenção contra a guerra química!... Com franqueza! Bem sei que os benfiquistas são bons chefes de família, mas passarei a rezar pela salubridade dos almoços das famílias de Jacinto e seus pares.
O outro episódio é mais sério; um jovem de gravata (segundo a nossa repórter feminina e antes de ter sido açoitada, "bem parecido) passou o jogo, sempre que um turco ou um benfiquista decidiam provar o sabor da relva lisboeta, gritando: "levanta-te, ca..lho"! Aqui, o assunto levanta, ele próprio, várias questões:
Naquela idade, já com esses problemas?!
Sucede-lhe o mesmo drama com senhoras?!
Pareceu-lhe que o Estádio da Luz era uma clínica de andrologia?!
Tem necessidade de que algo se erga, quando diante de homens de calções?!
De facto, há noites para esquecer... Esperemos que a Briosa se porte melhor, no Domingo!...
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
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